Foi Jancis Robinson que, no workshop de apresentação da coleção, esta semana, em Lisboa, contou como a ideia se desenvolveu. Tudo começou no verão de 2017 quando o designer britânico a contactou. Fê-lo de uma forma tão persistente que venceu as suas resistências a ter o nome associado a um produto. O que a fez decidir-se foi o facto de não se rever nas teses que defendem um copo para o vinho branco e outro para o tinto, sobretudo, diz que nunca viu a lógica de o branco ser servido num copo mais pequeno. Afinal, “é tão complexo como o tinto”. Os produtores de champanhe estão a afastar-se do conceito de flute e, segundo a jornalista e crítica britânica, os produtores de vinho do Porto estão a ir pelo mesmo caminho.

O que diferencia então a Wine Glass Collection? O designer Richard Brenson explica que o propósito é maximizar os aromas, sabores e texturas de todos os vinhos, de uma forma prática e simples. Para isso contribuirá o copo com o bojo em forma de tulipa e um rebordo ultrafino, mas extremamente resistente. A haste, fina, apresenta uma altura considerada ideal para se pegar no copo, sem sobreaquecer o vinho, agitar e assim poder sentir a mistura de aromas. A base é larga e estável, permitindo – como fizeram questão de salientar – colocar o copo na máquina de lavar. Este foi mais um mito que procuraram desconstruir na sessão.
No primeiro ano, foram lançados 10 mil copos, sendo que este ano a expectativa é de multiplicar este número por seis. Portugal é um dos mercados mais recentes, pelas mãos da Rocim. Pedro Ribeiro adiantou, a propósito, que a marca está “sempre à procura de novas oportunidades no negócio dos vinhos”, tendo-lhe feito sentido existir um copo de vinho que se adequa a todos os vinhos.
E, para o demonstrar, o lado prático deste workshop envolveu a prova de sete vinhos da Herdade do Rocim, numa comparação com o copo utilizado no hotel anfitrião – o Pestana Palace.
Fátima de Sousa


