Raquel Strada Influencia pela moda

Raquel Strada mostra nas redes sociais o lado mais bonito da vida – a sua caraterística mais marcante enquanto influenciadora.

Raquel Strada Influencia pela moda

Ser influenciador é…

Trabalhar como influenciadora digital é ter a oportunidade de criar conteúdos diferentes, de contar a história de outra forma, de trabalhar com marcas, com produtos e com pessoas em quem acreditamos. É dar uma roupa diferente às coisas que já trazemos e usamos no nosso dia a dia e o que queremos passar ao mundo. Tento trabalhar com marcas de que gosto e uso, que fazem parte das minhas escolhas diárias, por isso, é só reinterpretá-las e mostrar humildade. Temos tantos lados diferentes e tantas formas diferentes de ver a mesma coisa, que é muito especial quando conseguimos contar a nossa história, do nosso ponto de vista. 

Como surgiu o marketing de influência na sua vida?

Surgiu por acaso. Trabalhei em televisão durante 15 ou 16 anos, enquanto apresentadora e repórter e até como atriz, e a certa altura percebi que queria ter alguma liberdade. O digital dava-me a oportunidade de escrever sobre o que gostava. Comecei por criar um blog, que me permitia escrever muito mais, e, atualmente, através de outras redes, comunico mais através de vídeos e imagens. Foi por isso que acabei por escolher esta profissão, pois queria escrever sobre moda, sobre coisas diferentes, ser, como se costuma dizer, “dona do meu nariz”, tendo as minhas opções, ser responsável pelo meu futuro, fosse ele qual fosse.

Qual a sua caraterística mais marcante enquanto influenciadora?

Esta é difícil (risos)! Tento sempre procurar a beleza das coisas e ir à procura do lado mais bonito da vida. As redes sociais servem para informar, divulgar, criar proximidade e, no meu caso, tenho sempre procurado um lado mais positivo e feliz da vida. Tento fazer isso no meu dia a dia e através das minhas escolhas. Acho que é a minha maior característica, é procurar um lado bom daquilo que a vida tem para nos oferecer.

O seu sucesso como influenciadora deve-se a?

O grande ingrediente é fazer tudo com calma, saber que tudo tem o seu tempo e saber esperar. Esta aventura começou por tentar ser mais livre a criar conteúdos, em qualquer parte do mundo. Como eu e o meu marido moramos em cidades diferentes, precisava de ter esta mobilidade. Foi uma grandes catapultas para investir nesta área, agora se ditou o sucesso não sei dizer. Mas o facto de acreditar nos conteúdos que publico, que vão de moda a beleza, passando por arte, fez com que ao longo do tempo se criasse uma comunidade que segue as minhas publicações e isso é bom. Fico muito feliz por atribuírem a palavra sucesso ao meu caminho, mas acredito que ainda posso fazer mais e melhor.

Quais os momentos mais marcantes como influenciadora?

Quando tive a oportunidade de ir aos Oscars e de estar com a Nicole Kidman e com a Margot Robbie. Tive também a sorte de ir ao Festival de Veneza, onde entrevistei a Cate Blanchet, acabando por jantar com ela. Foram oportunidades maravilhosas, tal como ir a casa de um dos maiores colecionadores de arte, em Berlim, através da Cartier, ver objetos e peças absolutamente inacreditáveis, ou ouvir a Solange a cantar para um grupo de 40 pessoas. Tudo isso foi possível através das marcas com quem já trabalhei e que me proporcionaram momentos únicos. Há também vários momentos marcantes quando tenho oportunidade de fazer a diferença, de mudar mentalidades ou de ajudar numa campanha a angariar dinheiro para uma causa. 

É considerada uma “it girl”. Que papel tem a moda na sua vida profissional?

Não acredito muito nestas coisas de it girl, fico meia… bem, já não sou nenhuma miúda, tenho 40 anos. Nunca me considerei uma it girl, mas sempre gostei de moda. O nosso País tem imensas qualidades nessa área, temos designers incríveis que fazem coisas maravilhosas e já vestem bastantes estrelas internacionais.

Para mim, o mundo da moda começou quando era miúda. Quando estava na SIC Mulher, tive oportunidade de concretizar o meu sonho de ser repórter e depois apresentadora na Moda Lisboa, e do Portugal Fashion. Depois fiz o 100% Moda Portugal, em que íamos às fábricas, ver todos os processos, e acabei por ficar fascinada com este mundo, que transmite beleza, ou não, que espelha o que o mundo está a passar. A moda é sempre reivindicativa, representa sempre o momento em que nos encontramos. A moda sempre foi, e sempre será uma paixão.

Uma marca de sonho é…

Há marcas incríveis. Gosto bastante da Dior e da Chanel, enquanto conceito global, da história que têm, do peso que cada peça tem, pelo seu valor que vai muito mais além do que está na etiqueta. Adoro marcas portuguesas, a Behén, a Marques Almeida, até mesmo marcas mais pequenas com outra visibilidade. É difícil escolher uma! Gostava de trabalhar a Aman, uma cadeia de hotéis super sustentável e que existe nos sítios mais exóticos do mundo, tentando sempre estar inserida na natureza. Para mim, é a beleza em estado puro e que vai para lá de uma marca de roupa.

Alguma vez pensou abandonar as redes sociais?

Acho que isso já passou pela cabeça de todos nós. Às vezes, ficamos fartos, cansados, queremos uma vida mais privada, não tendo de pensar em produzir conteúdos ou em gerir toda essa produção. Reduzi, aliás, a quantidade de trabalho que tinha este ano, face ao ano passado, em que fiz várias campanhas, com contratos anuais e enormes responsabilidades, que envolvem spots de rádio, eventos, presenças internacionais, produção de conteúdos digitais, materiais para pôr em loja, vídeos. Adoro todas as marcas, mas senti que precisava de abrandar o ritmo e que precisava de ter algum tempo para mim.

Qual o anúncio mais memorável?

Super Bock, sem dúvida! Adoro todos os anúncios, eles são incríveis!

Sexta-feira, 10 Novembro 2023 11:45


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