Este foi o balanço feito esta segunda-feira, em Lisboa, pelo fundador e presidente do grupo, Jorge Rebelo de Almeida, que atribuiu aos resultados “muito bons” do resort em Alagoas, inaugurado em agosto de 2022, o crescimento do mercado brasileiro superior ao nacional.
O Brasil – afirmou – tem “um enorme potencial de crescimento”, daí que o grupo tenha iniciado em 2023 obras em duas novas localizações. Assim, o Vila Galé Collection Ouro Preto, localizado em Cachoeira do Campo, Minas Gerais, será um historic family resort hotel, resultando da recuperação do espaço histórico onde funcionou o primeiro regimento de cavalaria de Portugal no Brasil em 1775 e, posteriormente, o colégio salesiano Dom Bosco.
Começou por estar pensado para apenas 80 quartos e cinco salas de reuniões, mas, quando foi aberto em abril de 2025, terá 298 quartos e um centro de convenções, a par de dois restaurantes e dois bares, spa, clube infantil e outras valências. Localizado numa extensão de 275 hectares, atravessada por um rio e pontuada por cascatas, traduz um investimento superior a 120 milhões de reais (cerca de 22,5 milhões de euros).
Mais cedo – no final de 2024 – ocorrerá a abertura do Vila Galé Collection Sunset Cumbuco. Com 124 quartos, três restaurantes e bares, centro náutico, spa, fica localizado sobre a lagoa de Cauipe, com um pé na areia da praia. Este que é o segundo hotel da marca no Ceará corresponde a um investimento estimado de 80 milhões de reais (cerca de 15 milhões de euros).
E não deverá ficar por aqui a presença da empresa portuguesa no Brasil, já que, de acordo com Jorge Rebelo de Almeida, quer São Luís do Maranhão, quer Belém-Pará já manifestaram interesse em acolher unidades com a chancela Vila Galé.
Um interesse que é partilhado pelas autoridades de Cuba, país em que o grupo se estreou em 2023 com a gestão do Vila Galé Jardines d’el Rey, em Cayo Paredón Grande. Trata-se de um resort tudo incluído com 638 quartos, quatro piscinas e sete restaurantes.
Já a concretizar este ano será a chegada a Espanha, com a abertura, em abril, do Vila Galé Isla Canela. Localizado junto à praia com o mesmo nome, na Costa da Luz, em Huelva, oferece 300 quartos, duas piscinas e dois restaurantes num edifício com arquitetura e decoração de influência árabe. Não se trata de uma construção de raiz, estando previsto que, nos dois anos seguintes, sofra obras de remodelação total, quer nas áreas públicas, quer nos quartos.
De volta ao mercado nacional, Gonçalo Rebelo de Almeida deu conta das próximas portas a abrir-se. Assim, em abril, volta a funcionar o Grande Hotel, agora um Vila Galé Collection, após renovação profunda dos quartos – 102 – e das áreas públicas.
Em Ponte de Lima, um investimento de 20 milhões de euros transformará o Paco do Curutelo, um castelo de 1126 que será o epicentro de um projeto com hotel, enoturismo e produção de vinhos.
Na mesma linha de recuperação do património, as casas da antiga fábrica de ameixa de Elvas e os edifícios do aljube eclesiástico e do conselho de guerra darão lugar ao Vila Galé Casas de Elvas. São 43 quartos, com abertura prevista para abril de 2025, após obras orçadas em dez milhões de euros.
Estes hotéis vêm, assim, reforçar um portefólio que conta com 42 unidades, 31 das quais em Portugal.
Fátima de Sousa

