Briefing | O que a levou a assumir o desafio de dirigir a Comunicação e o Marketing da EY?
Rosália Amorim | A EY é uma das Big 4 e, por isso mesmo, um grande desafio ao nível da comunicação, marca e marketing. A equipa tem mais de duas mil pessoas – em Portugal, Angola e Moçambique – com competências diversas, forte conhecimento multisetorial e uma área de investigação e estudos global cujos conteúdos fazem a diferença numa estratégia de comunicação e marketing omnicanal. Estou muito entusiasmada com este grande desafio e com o convite do presidente da empresa, Miguel Farinha.
O que é que a sua experiência profissional anterior pode trazer para esta nova função?
Nos diferentes meios de comunicação social que dirigi, sempre liderei os projetos editoriais de forma transversal, nas várias plataformas e marcas, inseridos em grandes grupos de media, com foco nas pessoas, na qualidade do conteúdo e assente numa estratégia de sustentabilidade e resultados. Por outro lado, a amplificação dos conteúdos editoriais das marcas de media que liderei, nas várias plataformas tradicionais e digitais, tem, em parte, um certo paralelismo com a gestão de uma grande fábrica de produção de informação qualificada e de conhecimento como é a EY.
Quais os maiores desafios para este cargo?
O crescimento contínuo da notoriedade e reputação da EY, aumento da capacidade de perceção no mercado sobre o que faz a EY, quem são os seus talentos, como se diferencia da concorrência, de que forma está a atrair os melhores para a organização e ainda otimizar o trio de convergência entre Portugal, Angola e Moçambique. E, claro, continuar a aprender com as pessoas que fazem as organizações e partilhar saber e experiência, com o mesmo entusiasmo de sempre.
O que podemos esperar da EY para este ano no que diz respeito à comunicação?
Um maior dinamismo da comunicação digital, com enfoque em áreas que estão a crescer em todo o mundo – como é o caso dos suportes de áudio e de vídeo –, sem esquecer os eventos presenciais, em que a partilha de conhecimento se faz junto da comunidade de stakeholders e pode abranger áreas tão vastas como a inteligência artificial, energia, impostos, entre tantas outras. Tudo isto com os parceiros certos, o que é relevante para a imagem externa, e dando continuidade ao bom trabalho da equipa de BMC, sem esquecer a comunicação interna num ano de mudanças, não só da liderança da EY Portugal, como, também, da sede em Lisboa.
Simão Raposo

