Marcas, influencers e agências: como regularizar esta ligação

Com o crescimento do poder dos influencers, as marcas têm-nos integrado cada vez mais nas suas estratégias de comunicação. Tendo em conta este contexto, qual o papel que as agências têm na mediação desta relação? Esta e outras questões foram debatidas no ICON que decorre até esta sexta-feira, dia 6 de junho, na MEO Arena, em Lisboa.

Marcas, influencers e agências: como regularizar esta ligação

Neste debate, moderado pela jornalista Andreia Vale, o cofundador, sócio e COO da Mynd, Carlos Scappini, observou que as redes sociais fazem parte de toda a jornada das vidas das pessoas, o que traz desafios para as marcas. A partner da What About Agency Carla Rodrigues acrescentou que o maior desafio para a indústria do Marketing está relacionado com a “demasiada” regulação das estratégias de comunicação, que levam a que os influenciadores se tornem menos autênticos, o que conduz a piores resultados, porque o público habitual não se identifica com a mensagem que está a ser transmitida. Neste seguimento, o CEO das agências LUVIN’ e PUBLIC, Tiago Froufe, destacou que as insígnias já preveem a participação de criadores de conteúdo e existem campanhas criadas às suas imagens. Carlos Scappini afirmou que a utilização de influenciadores é “muito importante”, porque já têm uma relação com as pessoas e as empresas “compram” esse contacto que já está estabelecido. Outros dos aspetos destacados é a importância do investimento na diversidade, uma vez que permite que a comunicação alcance mais consumidores. Tiago Froufe alerta também que “é importante haver transparência entre os criadores e as marcas para que se saiba previamente o que se pode esperar”.

Tendo em conta o contexto do digital na atualidade, o CEO e sócio da Naughty Boys, João Belo, disse que tem de haver uma gestão para que o talento das personalidades que já eram conhecidas antes de estarem nas redes sociais permita que elas se consigam relacionar com o seu público. O responsável da LUVIN’ e da PUBLIC adiantou que o trabalho das agências ajuda a garantir que um determinado criador de conteúdo é a pessoa certa para a abordar determinados temas e essas organizações devem ajudar estas pessoas para que consigam ter o comportamento “adequado” aos objetivos definidos.

Para concluir, os quatro intervenientes foram desafiados a partilharem as suas opiniões sobre o papel da inteligência artificial, sendo que Carlos Scappini acredita que, daqui a cinco, anos este deixará de ser um tema, porque vai passar a ser algo generalizado na vida das pessoas. Já Carla Rodrigues entende que esta ferramenta apenas é uma ameaça para os profissionais que não a saibam utilizar porque pode ajudar a fazer “mais e melhor”.

Simão Raposo

Quinta-feira, 05 Junho 2025 16:51


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