A série de eleição
“Seinfeld”, um clássico genial que capta o humor do dia a dia de forma inteligente e descomplicada, que é o que precisamos diariamente. Mesmo sem grandes enredos, tudo funciona perfeitamente. Mais recentemente: “Succession” é brilhante porque mistura poder, tensão e um sarcasmo que nos deixa desconfortáveis mesmo no sofá. Os personagens são complexos, imprevisíveis e cada episodio é um jogo psicológico intenso.
O filme da minha vida
Talvez “Forrest Gump”, pela simplicidade com que nos lembra que a vida é, muitas vezes, sobre aproveitar o que está mesmo à frente dos nossos olhos. Mas confesso que também adoro todos os filmes da Disney/Pixar. Mais recentemente “Inside Out”, que nos ajuda a recordar a importância da gestão das emoções. Pessoalmente, ajudou-me muito com o meu filho de três anos, a saber explicar-me que emoção sente, que emoção precisamos de chamar ou mandar embora. É um filme que diz tanto a crianças como adultos.
Um livro memorável
Não sou de livros muito complexos, gosto de ler para me entreter e por isso procuro sempre thrillers. Nesse género, “A verdade sobre o caso Harry Quebert”, de Joel Dicker, foi dos melhores: mistério, crime num ritmo viciante. Li num fim de semana e tem mais de 600 páginas!
O hobby
Desporto. Sou bastante regrada e tento ir ao ginásio três vezes por semana fazer as minhas aulas. Ajuda-me muito mentalmente e dá-me muita energia. Quando não consigo ir, o dia já não corre da mesma forma.
Banda sonora da vida
Sou bastante eclética musicalmente – ouço desde clássicos intemporais até descobertas mais recentes. Queen é uma daquelas bandas que me acompanha desde sempre, não só pela genialidade musical, mas também pela irreverência de Freddie Mercury, que marcou uma geração e rompeu com muitos preconceitos na música.
Nos últimos tempos, tenho ouvido muito Parcels, pela forma como misturam influências disco, funk e eletrónica com uma estética muito própria. Noutro mood, também C. Tangana, que me fascina pela capacidade de unir tradição e modernidade, cruzando flamenco, hip hop e música urbana de forma muito autêntica. Tal como no Marketing, a música que mais me inspira é a que tem identidade, ousadia e verdade.
Um objeto indispensável
É muito cliché, mas telemóvel, para todo o lado. Não consigo viver sem telemóvel e sou até um bocado viciada. Às vezes, gostava de conseguir desligar mais.
Um destino inesquecível
Sri Lanka. Foi uma viagem inesperada que fiz com uma grande amiga e foi inesquecível! O povo mais simpático que já conheci e não senti medo, mesmo a andar sozinha à noite. Nunca me esqueço num dia, ao pequeno-almoço, em que perguntei ao senhor se tinha bananas e ele respondeu “yes yes, banana” e desapareceu. Passados dez minutos, trouxe um cacho enorme de bananas que, provavelmente, foi pedir a algum vizinho ou mesmo apanhar. Esse ato marcou-me imenso, por tão simples que possa parecer.
O carimbo que falta no passaporte
Tantos… Mas a próxima viagem deverá ser a Zanzibar. Gostava muito de levar a família a um sítio paradisíaco.
O recanto em Lisboa
Gosto muito de Belém. Apesar da confusão que às vezes se faz sentir, é sempre um sítio onde gosto de passear. Também adoro a baixa de Lisboa na época de Natal.
Se tivesse um superpoder, seria
Teletransporte, sem dúvida. O trânsito tira-me muita energia. Pensar que me podia teletransportar no dia a dia para o trabalho, a escola do meu filho e casa, seria incrível.
Tornei-me marketeer porque
Desde sempre que sou apaixonada por publicidade. Ainda criança ficava a ver os intervalos publicitários e achava imensa piada. Sempre fui muito criativa, com muitas ideias e sabia que tinha de seguir por aí. Ao mesmo tempo, sou muito racional e apaixonada por números e factos e, por isso, decidi conciliar esta paixão criativa com gestão e, puff, fez-se uma marketeer. Já tive propostas para ir para outras áreas, mas sempre quis fazer carreira no Marketing, sendo que o mesmo difere muito consoante a empresa e a indústria onde trabalhamos. Mas adoro o impacto de lançar um produto, uma campanha, uma ativação, criar ligação com as pessoas e ter impacto.
Se não fosse marketeer, seria
Veterinária. Era o meu sonho desde pequenina. Sou apaixonada por animais e sei que um dia o meu propósito passará por aí. Ainda não sei bem como, mas é algo que tenho sempre presente na minha ambição para o futuro.
Campanha que gostaria de ter assinado
“Real Beauty”, da Dove. Quebrou padrões e desafiou o status quo da indústria de beleza com propósito e coragem. Uma campanha que tocou emocionalmente o público, reposicionou a marca como uma marca com propósito além do produto, gerou buzz e deu origem a muitos debates sobre padrões de beleza. Além disso, trouxe resultados comerciais impressionantes, que é também o end game. É daquelas campanhas que mostra como o Marketing pode fazer a diferença real e, sendo mulher, seria um privilégio ter feito parte.
Uma marca de sempre
Coca-Cola, porque soube manter-se relevante, emocional e presente em todas as gerações sem nunca perder a sua identidade. E porque podemos estar num país estranho, sem conhecer nenhum produto local, mas a Coca-Cola sabemos que entrega e é um porto seguro em qualquer lado.
O rosto ideal para uma campanha da Mondelez
Tenho de dizer um jogador de futebol, graças à recente parceria entre a Mondelez e a Liga Portugal, que vai ser o projeto do próximo ano. Temos isso pensado, mas não posso revelar ainda.
O doce de eleição
Uma boa bola de Berlim com creme. Só como uma vez por ano, sempre depois de um mergulho e não partilho com ninguém. Também não posso deixar de referir o novo Milka Biscoff, a combinação do chocolate com a bolacha Biscoff é tão indulgente, que é impossível comer só um quadrado.


