Da literacia à internacionalização: O Doutor Finanças está a crescer

O Chief Brand Officer do Doutor Finanças, Ricardo Santos, fala sobre o crescimento sustentável da fintech que já está nos mercados espanhol e italiano.

Briefing | Como está a saúde do Doutor Finanças, nascido no final de 2014, num contexto de crise económica, com o objetivo de ajudar as famílias portuguesas?

A saúde do Doutor Finanças está bem e recomenda-se. Desde 2014, temos crescido de forma sólida, aumentando volume de negócios, número de colaboradores e áreas de atuação. Nascemos em plena crise económica e hoje enfrentamos outro desafio: o acesso à habitação, que dificulta a vida de quem procura comprar a primeira casa. Neste contexto, reforçamos a nossa missão: estar ao lado das famílias, ajudando-as a tomar decisões informadas. Somos hoje uma empresa robusta, com estrutura sólida, crescimento sustentável e um propósito claro: melhorar o bem-estar financeiro das pessoas.

Ricardo Santos | A literacia financeira continua a ser uma das prioridades da marca e uma das maiores fragilidades da sociedade?

Sim. Portugal continua na cauda da Europa em literacia financeira, segundo o Eurobarómetro, e mudar esta realidade é uma das nossas causas. Acreditamos que literacia e comportamentos sustentáveis são essenciais para famílias resilientes e uma sociedade funcional. Este é um desafio coletivo que exige governos, empresas e sociedade civil. Temos investido em conteúdos gratuitos, programas de formação e projetos educativos junto de escolas, empresas e comunidades. A literacia financeira é um tema de todos e queremos ser motores dessa mudança.

Quais foram os principais marcos que impulsionaram o crescimento do Doutor Finanças?

O nosso ADN é inovação. Em 2017-18, digitalizámos totalmente a experiência do cliente, tornando-nos uma fintech de referência. Nos últimos anos, diversificámos serviços: crédito pessoal, crédito consolidado, seguros, Plano Poupança Reforma, formação e imobiliário; e apostámos na criação de uma rede nacional de lojas (atualmente, são mais de 90). Em 2024, lançámos o primeiro estudo sobre bem-estar financeiro; e, em 2025, iniciámos a internacionalização para Espanha e Itália, marcando o início de um novo ciclo de crescimento e maturidade.

A evolução e consolidação da marca levou à expansão do Doutor Finanças para Espanha, no segundo semestre de 2025. Como está a correr? É um mercado mais desafiante do que o nacional?

A entrada em Espanha representa um passo estratégico na nossa ambição de crescimento e está a decorrer dentro das expectativas, com uma estratégia faseada e sustentável. Expandir para fora do mercado nativo é sempre desafiante: exige compreender o contexto regulatório, os hábitos de consumo, e garantir que a identidade da marca é relevante e autêntica. Espanha é um mercado maior, mais maduro e competitivo, mas também cheio de oportunidades para uma marca com um propósito genuíno e transformador, que coloca a literacia financeira como motor de mudança social – algo ainda único naquele mercado.

Nesta fase, estamos em modo piloto, focados em construir notoriedade e confiança, replicando o nosso modelo de proximidade e tecnologia, articulando parcerias financeiras e reforçando a produção de conteúdos que nos posicionem como referência de conhecimento. O objetivo é replicar o modelo noutro contexto, mantendo sempre a essência que nos distingue.

A empresa lançou ainda uma operação no mercado italiano como parte do plano de expansão internacional. Quais são os objetivos em concreto?

O lançamento da operação em Itália é, em tudo, semelhante com Espanha. São dois mercados com muitas semelhanças com o nacional. Estamos a levar o nosso modelo para um novo contexto europeu, simplificando a contratação de crédito habitação e colocando a literacia financeira ao serviço das pessoas. Vamos contar com uma equipa local e uma estratégia de marca e comunicação adaptada à cultura italiana, mantendo o rigor, a proximidade e a humanidade que definem o nosso ADN. A ambição é construir uma operação financeiramente sustentável e próspera, com impacto social positivo e totalmente alinhada com o propósito que nos trouxe até aqui.

Que papel desempenham a inovação e a tecnologia na estratégia de expansão?

A tecnologia e inovação estão na nossa génese e são fundamentais para oferecermos uma proposta diferenciadora. Permitem escalar o negócio e melhorar a experiência do cliente, sem perder o contacto humano. É através da tecnologia que simplificamos processos, criando automatismos inteligentes que aumentam a rapidez e a transparência em todo o ciclo de intermediação, e mantendo o equilíbrio entre tecnologia e humanidade – um dos pilares da nossa expansão.

Olhando para o futuro, e depois da chegada a Espanha e Itália, por onde passa a estratégia de crescimento da fintech portuguesa especializada na área do bem-estar financeiro?

O próximo ano será de consolidação da presença ibérica e em Itália. Em Portugal, a ambição é chegarmos às 150 lojas em 2026, reforçando a proximidade física e digital. Continuaremos a apostar em inovação e tecnologia para integrar produtos e simplificar a experiência, e reforçaremos a literacia financeira como eixo transversal da nossa visão.

O que diferencia o Doutor Finanças num mercado cada vez mais competitivo?

O que nos diferencia num mercado cada vez mais competitivo é, antes de tudo, o nosso propósito: o Doutor Finanças nasceu para ajudar pessoas, não para vender produtos. Os resultados são consequência da forma como cuidamos das famílias e as apoiamos nas suas decisões financeiras. Somos também uma referência em conhecimento, criando conteúdos de excelência que empoderam as pessoas para alcançarem um maior bem-estar financeiro. Aliamos uma presença física à robustez digital, oferecendo um serviço próximo e humanizado – algo único no nosso setor. E, acima de tudo, somos uma marca empática, que fala de forma simples, explica e acompanha cada passo. 

Segunda-feira, 15 Dezembro 2025 09:46


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