A opinião de… João Cunha, da Nata Lisboa

O Co-Founder e CEO da Nata Lisboa e conselheiro da Superbrands 2026, João Cunha, reflete sobre uma realidade em que as pessoas estão a trocar as conexões humanas pelas emoções sempre positivas da inteligência artificial.

A opinião de… João Cunha, da Nata Lisboa

Confesso que nunca imaginei encontrarme a ponderar algo assim. Os últimos tempos têm-me empurrado para perspetivas pouco ortodoxas sobre o mundo em que vivemos e, inevitavelmente, sobre os comportamentos do consuco-founder e CEO da Nata Lisboa

As palavras que se seguem são poucas — talvez por falta de coragem para aprofundar a questão. Sempre acreditei que os humanos valorizam, acima de tudo, a conectividade humana em detrimento da artificial. Hoje, começo a questionar a validade dessa convicção. Aliás, muitas das obras mais visionárias de ficção científica já passam essa narrativa há décadas, mas estava na tela ou no papel, não estava na nossa vida. 

Quando a conectividade gerada com a Inteligência Artificial começa, gradualmente, a criar mais emoções positivas do que a interação com o humano, o espaço para tolerarmos as emoções negativas do seu criador encolhe perigosamente. 

E a verdade é que essas emoções negativas têm ganho demasiado protagonismo. 

Nunca pensei ouvir alguém dizer que prefere uma resposta afável e compreensiva, relativa a uma review numa rede social — ainda que gerada por IA — a uma ausência de resposta ou a um feedback humano pouco empático. Mas é exatamente isso que começa a acontecer. Multiplicam-se os relatos que seguem esta lógica: a emoção aparente da Inteligência Artificial supera, cada vez mais, a emoção real da Inteligência Autêntica. 

Ainda assim, espero que este ciclo não seja definitivo. Porque, sou dos que acredito que em terra de IA quem tem coração continuará a ser rei.

João Cunha, Co-Founder e CEO da Nata Lisboa

Sexta-feira, 17 Abril 2026 11:36


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