Para Julia Harding MW, o Soalheiro Revirado Loureiro 2023 conta com 17,5 pontos na escala de 20, considerando-o “muito característico, extremamente seco, salgado e intensamente apetitoso”. Proveniente de pequenas parcelas do Clube de Viticultores Soalheiro, ao sopé do Monte de Faro, em solos graníticos com areia e cascalho sobre xisto, o vinho exprime um terroir onde as brisas atlânticas constantes moldam um perfil de “acidez viva, salinidade e profundidade mineral”.
Já o Soalheiro Clássico 2025 conta com 17 pontos. Este produto nasce no lugar de origem da casta, o coração da sub-região e traduz décadas de cultivo contínuo de Alvarinho, iniciado pela família Cerdeira em 1974.
Por sua vez, o Soalheiro Blanc de Noirs 2020 tem 16,5, sendo avaliado como “um espumante muito bom em todos os aspetos, com frescura e final prolongado”. Este é um Pinot Noir de edição limitada com 42 meses de estágio sobre borras, proveniente da Cave de Inovação do Soalheiro.
Com 16 pontos, o Soalheiro Allo 2025 resulta da combinação de Loureiro e Alvarinho, unindo perfume e estrutura num branco de perfil atlântico com identidade do Minho.
Com a mesma pontuação, o Soalheiro 9 % 2025 é um vinho doce de baixo teor alcoólico, 100 % Alvarinho. Combina açúcar residual e acidez viva num equilíbrio que realça fruta, frescura e precisão aromática.
Para Maria João Cerdeira este reconhecimento pertence ao Clube de Viticultores e às mais de 200 famílias que cuidam diariamente de mais de 700 parcelas neste território extraordinário. “Estão de parabéns os nossos viticultores, a nossa sub-região e todos os que acreditam nesta filosofia de lugar”, acrescenta.
As avaliações publicadas na plataforma são lidas por importadores, sommeliers, distribuidores e consumidores em todo o mundo. Pontuações a partir de 16 correspondem a vinhos de mérito elevado. Já 17 e acima situam-se no patamar da excelência.
Simão Raposo


