João Filipe Torneiro dá o pontapé de saída ao Modo Avião

A Briefing estreia a rubrica Modo Avião. Neste espaço, profissionais do Marketing, da Comunicação e da Publicidade dão a conhecer os seus interesses para lá da vida profissional, partilhando sugestões de livros, podcasts, séries, destinos e outras recomendações para inspirar o seu verão. O primeiro convidado é o fundador e gestor executivo da Filipe Torneiro Consulting. João Filipe Torneiro um dos seus interesses atuais está a ser assistir o Mundial 2026, uma competição que o tem levado a refletir sobre temas como liderança, cultura, identidade coletiva e sucessão.

Que podcasts estou a ouvir?

Neste momento, divido a atenção entre dois podcasts muito diferentes, mas igualmente estimulantes. O NUDGE interessa-me pela forma como traduz a ciência comportamental em decisões mais inteligentes, simples e eficazes. Já o MindCast, da Universidade Católica Portuguesa, tem uma dimensão muito especial: é um podcast dedicado à saúde mental, criado há três anos e conduzido pela minha filha, Sofia Filipe Torneiro. Para além do orgulho pessoal, valorizo a qualidade das conversas e a forma próxima como dá voz a temas que ainda precisam de mais espaço na sociedade.

Um livro que estou a ler

Estou a ler “Como Ler as Pessoas”. Interessa-me tudo o que nos ajuda a compreender melhor o comportamento humano, as motivações e os sinais que, tantas vezes, não são expressos por palavras. Na liderança e na vida, saber interpretar as pessoas e ser verdadeiramente compreendido é uma competência essencial. Os dados ajudam-nos a perceber o que acontece, mas compreender as pessoas ajuda-nos a perceber o porquê.

Uma música que não me sai do ouvido?

“On Melancholy Hill”, dos Gorillaz. Ficou ainda mais presente desde o memorável concerto que deram no Primavera Sound Porto. É uma música melancólica, com uma sonoridade única, capaz de nos transportar para outros lugares. Há concertos a que assistimos e outros que ficam connosco. Este marcou.

O que ando a ver?

O Mundial de 2026. Naturalmente, acompanho os jogos, mas dou por mim a observar muito mais do que o futebol. Tenho pensado sobre liderança, cultura, identidade coletiva e sucessão. A seleção portuguesa oferece um excelente contexto para refletir sobre como se respeita o legado dos grandes líderes, como se prepara a passagem de testemunho e como se constrói uma equipa capaz de evoluir sem perder aquilo que a distingue. No desporto, tal como nas organizações, a sucessão não começa quando um líder sai. Começa muito antes.

Quarta-feira, 01 Julho 2026 11:59


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