Fundada por Sara do Ó, Mariana Bordalo, Maria Cordeiro, Rui Amorim, Miguel Sousa Morais, Tomaz Castelão, Nico Mello, José Brízida e Bernardo Pita, a plataforma assume-se como um parceiro de crescimento, entrando no capital das empresas e trabalhando em conjunto com os seus fundadores através de uma estrutura comum de gestão, tecnologia e operação. O projeto arranca com um investimento de cerca de dois milhões de euros; uma carteira de mais de 100 clientes, entre os quais o Grupo Pestana, o Grupo DS, a Prosegur, a Hey Doc, a Garcias e a HUG Lusíadas Home Care; e uma equipa de cerca de 35 profissionais.
Nativo da era digital, o Ó Studio incorpora ferramentas de inteligência artificial para automatizar tarefas repetitivas e permitir que as equipas concentrem mais tempo naquilo que gera verdadeiro valor para os clientes: estratégia, criatividade e execução. Com um horizonte de crescimento definido até 2030, vai continuar a investir na integração de empresas e equipas de “elevado desempenho” que reforcem a complementaridade do ecossistema, em áreas como produção, audiovisual, eventos, relações públicas, influência e tecnologia aplicada às marcas. A ambição passa por construir uma comunidade de criadores, estrategas e construtores de marcas — o Club of Creators, Strategists and Builders —, unida por uma visão comum de “crescimento e excelência”.
A fundadora e CEO da Ó Capital afirma que, ao longo dos anos, foi percebendo que muitas PME adiam decisões estratégicas fundamentais, estando presas à gestão diária. “Foi precisamente esta realidade que inspirou o nome da Rame-Rame e a metodologia que desenvolveu para ajudar as empresas a sair desse ciclo”, explica Sara do Ó. “No Ó Studio damos esse passo ao lado das participadas: investimos, profissionalizamos a gestão, reforçamos a capacidade operacional e disponibilizamos uma estrutura multidisciplinar que lhes permite crescer com mais escala, maior eficiência e sem perder a identidade que as distingue”, acrescenta.
Já Tomaz Castelão, diz que a ideia é juntar todos à mesa à procura de encontrar chão comum: “como gerir boas empresas criativas sem as tornar cinzentas ou pouco rentáveis?”.
“Trazemos o know-how do mercado internacional, sobretudo norte-americano, para potenciar as empresas nacionais, aliando experiência, dados e estratégia para que a comunicação passe a ter impacto direto nas vendas”, sublinha o cofundador da Boost e acionista do Ó Studio, José Brízida.
Simão Raposo

