O projeto, da autoria do arquiteto Diogo Aguiar, privilegia o diálogo entre a paisagem duriense e a valorização e preservação do património existente nesta quinta, como a casa original centenária. “A arquitetura é parte integrante na forma como contamos a história da Quinta Vale D. Maria, das suas Vinhas Velhas, dos vinhos aqui criados e do património que preservamos”, explica o co-CEO da Aveleda.
Na perspetiva de Martim Guedes, este enoturismo reforça a “oferta turística de excelência” nesta região através do seu património vitivinícola e de experiências personalizadas.
Entre os principais elementos diferenciadores encontra-se a Adega Expositiva – Guardiã das Vinhas Velhas. Este espaço convida os visitantes a compreender a importância das Vinhas Velhas na identidade da Quinta Vale D. Maria e na história do Douro. Mais do que uma componente expositiva, este núcleo pretende sensibilizar para o valor patrimonial do legado, promovendo uma leitura mais profunda da paisagem e da sua evolução ao longo do tempo.
A oferta foi desenhada com programas e atividades que fomentam a descoberta da essência do espaço, incluindo provas de vinhos e masterclasses dedicadas às Vinhas Velhas e aos Portos Vintage. Além disso, é possível reservar uma prova intimista com o enólogo. Todas as harmonizações, bem como os piqueniques, são confecionadas com produtos locais, como o azeite, o tomate coração de boi ou a amêndoa, e, mediante consulta, usufruir de almoços da autoria do chef duriense Miguel Monteiro.
“No segmento dos ‘fine wines’, tanto os visitantes nacionais como os estrangeiros procuram e valorizam experiências que lhes permitam conhecer o terroir, a história e as pessoas que estão na origem dos vinhos que apreciam”, afirma o diretor de Enoturismo, Ildefonso Martins.
Simão Raposo

