Briefing | Estamos na nova sede da Konica Minolta, no Parque das Nações. O que representa este espaço para a estratégia da empresa?
Jorge Ferreira | É um momento que marca como chegámos até aqui e, principalmente, para onde queremos ir. Olhamos com gratidão para o espaço onde estivemos nos últimos anos porque nos permitiu ir ultrapassando e somando algumas vitórias. Mas olhamos para essa casa como algo que já nos limitava em termos de crescimento futuro, e, portanto, surgiu a necessidade de procurarmos esse novo espaço.
A escolha da localização teve alguns critérios, mas levou em consideração o facto de muitas das tecnológicas terem as suas filiais nesta zona. Nós, ao orientar-nos para o Digital Workplace e os sistemas de informação, achávamos que era aqui que também deveríamos estar. Por outro lado, havia aqui um outro vetor, que é as pessoas. Agora, temos aqui um espaço ainda melhor para receber os nossos clientes e parceiros tecnológicos, mas, acima de tudo, para dar condições ainda melhores às nossas pessoas para elas colaborarem, eventualmente para boa retenção de talento, mas também para atração de talento.
A Konica Minolta continua muito associada à impressão, apesar de a sua oferta abranger áreas como o Digital Workplace e os serviços de IT. Como está o marketing a trabalhar para que esta evolução seja reconhecida?
É um orgulho muito grande esta associação, porque o mercado da impressão continua a ser extremamente relevante para nós e continuamos a investir. É aí que queremos continuar também a crescer. No segundo trimestre deste ano, fomos líderes no segmento A3 e, portanto, isso é demonstrativo de uma tendência de crescimento que estamos a ter no mercado. O Digital Workplace e os serviços de IT não são uma substituição, mas sim uma expansão de onde vimos. E acaba por ser uma expansão natural, porque o facto de termos uma performance tão boa na área da impressão está muito associada a critérios como a fiabilidade, a proximidade, e a qualidade dos equipamentos e das soluções. E isso é absolutamente válido também nestes novos territórios para onde queremos evoluir.
O que é que o marketing está a fazer em termos de comunicação? O primeiro eixo tem que ver com a educação do mercado. Queremos criar conteúdos que ajudem as empresas a perceberem como podem fazer os seus processos de transformação digital e acelerar o seu crescimento. Portanto, o marketing tem de ser capaz de fazer esta criação de conteúdos muito orientada aos use cases e às soluções que podemos trazer a essas empresas. Por outro lado, outra das estratégias seria dar espaço à experiência e à demonstração dessas soluções. Esta nova sede dá-nos precisamente essa possibilidade.
Alargar o território da marca implica chegar a novos públicos e interlocutores. De que forma é possível adaptar a comunicação sem perder a coerência da marca?
Eu acho que a chave está mesmo nisso, são duas camadas: a da marca e a da comunicação. O que é diferente é a comunicação, e a forma como nós abordamos e interagimos em termos de conversas com as personas e os interlocutores. Uma coisa é estarmos a falar com um diretor de Sistemas, outra coisa é falarmos com o responsável de Recursos Humanos. Aí, a nossa conversa tem de ser adaptada àquilo que são as suas necessidades e às soluções que podemos trazer.
Há aqui uma subcamada que também é muito interessante nesta adaptação: se estivermos a falar com um empresário da indústria gráfica, temos soluções muito fortes em production printing e industrial printing. Aqui, tem que ver com o retorno do investimento e com a forma como as nossas soluções trazem valor acrescentado para os seus clientes finais. Portanto, a marca é sólida, e tem um discurso e uma promessa sempre coerente e igual; a comunicação é que difere da tipologia de interlocutores de que estejamos a falar.
Com um Net Promoter Score de 52, como pode a tecnológica capitalizar a satisfação dos clientes para se afirmar em novas áreas de negócio?
É mais um número que nos orgulha muito. Este score não é uma métrica efémera. É o resultado do trabalho de anos das várias equipas, desde as equipas de terreno, logística e serviço à componente mais administrativa ou comercial.
Portanto, é um acumulado de experiência que estas equipas vão somando e que, ao longo do tempo, lhes permitiu entender e perceber claramente as necessidades do cliente. Numa ótica de melhoria contínua, fomos aperfeiçoando o nosso modelo.
Este nível de satisfação dos clientes acaba por estar incorporado naquilo que é a nossa assinatura, quando dizemos “Juntos transformamos o seu negócio”. Aqui, o “juntos” é precisamente isto: é ir de mão dada com o cliente, entender as suas dificuldades e problemas, e poder resolvê-los.

