No outdoor, a MOP pede intervenção da Concorrência

A MOP acusa a câmara de Lisboa de estar a forçar um vencedor na concessão da exploração da publicidade exterior na cidade, entendendo que o processo carece de autorização prévia da Autoridade da Concorrência e anunciando que atuará “em conformidade”.

A empresa liderada por Vasco Perestrelo reage, assim, ao facto de a autarquia se preparar para aprovar, na reunião de quinta-feira, uma resolução fundamentada alegando forte interesse público na adjudicação do contrato à JCDecaux.

“O senhor vereador faz isto sem esperar pelo resultado das providências cautelares entretanto colocadas – ou que irão ser colocadas pelos concorrentes – forçando, assim, um vencedor no meio de um processo, no mínimo, altamente polémico”, sustenta a empresa, argumentando que a adjudicação à multinacional francesa terá “drásticas consequências para o mercado”.

No comunicado, a MOP condena a atitude da câmara, afirmando que foi a própria autarquia que se “atrasou quase dois anos a lançar este concurso” e que, “inexplicavelmente, demorou cerca de um ano e meio a decidir sobre este mesmo concurso”, vindo agora invocar urgência com o argumento de que a suspensão dos efeitos da providência cautelar é do interesse público.

briefing@briefing.pt

 

Terça-feira, 10 Julho 2018 13:26


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