Em maio de 2023, foram recolhidas mais de 1000 respostas a marketers dos Estados Unidos da América, do Reino Unido e da Austrália, de diversos setores de atividade, sobre de que forma é que têm implementado ou querem implementar a IA generativa nas estratégias de marketing.
O primeiro grande impacto que a IA generativa vai ter no setor recai sobre a transformação do papel dos marketers. Dos inquiridos, 51% afirma que já usa estas tecnologias, sendo que apenas 17% destes tem-na total ou parcialmente incorporada. Por outro lado, 34% dos que já usam encontram-se em fase experimental. O processamento da análise de dados (58%), a criação de campanhas de marketing (57%), a personalização do conteúdo (54%) e a otimização da estratégia de SEO (53%) são apontadas como as principais funções em que a IA interferiu e transformou o papel dos profissionais do setor.
A IA chega também como uma ajuda à eficiência do trabalho das equipas, aponta o estudo como sendo outra tendência. A automatização de determinadas funções vai permitir um maior foco sobre a delineação de estratégias, conforme defendem 71% dos inquiridos. De entre as diversas aplicações que pode ter, a IA generativa já está a ser posta em prática para criar conteúdo básico e escrever copies (76%), para inspiração criativa (71%) e para analisar dados (63%).
Contudo, é preciso relembrar que estes sistemas se alimentam de dados. Por isso, é essencial que os marketers trabalhem com bases de dados completas e precisas. E, são as falhas na qualidade e precisão dos dados que possuem as apontadas como a principal preocupação dos marketers em torno da utilização de IA generativa. Outras preocupações recaem sobre questões éticas (20%), técnicas (19%) e de segurança (18%).
Entende-se que a vontade é muita, mas o conhecimento ainda é muito limitado, quando 43% dos inquiridos revelam não saber tirar o maior proveito destas tecnologias. Quer seja por questões de confiança ou de conhecimento, muitas equipas ainda não estão capacitadas para trabalhar com tecnologias de IA generativa. Por isso, a quarta tendência para o próximo ano será a capacitação das equipas para o uso e a integração destas ferramentas nas suas dinâmicas e estratégias.


