A IKEA está viral e contagia outras marcas

As redes sociais foram inundadas com os cartazes da mais recente campanha da UZINA para a IKEA. Com as opiniões divididas entre os internautas, muitas foram as marcas a responder.

A IKEA está viral e contagia outras marcas

O País acordou esta quinta feira, 25 de janeiro, com a nova campanha out-of-home da IKEA, para dar a conhecer os saldos aos portugueses. Com frases como “Para se aquecerem sozinhos ou coligados” e “A nossa geringonça para o frio”, o que para uns foi considerada uma campanha muito bem conseguida, criativa e humorística, para outros foi uma posição política que a conhecida marca de imobiliário tomou. Em comunicado, a IKEA “nega ”qualquer intenção ou propósito de contribuir, seja de que forma for, para o debate partidário e para o atual contexto pré-eleitoral que se vive no país”, revela o Expresso.

Ainda assim, muitas foram as marcas que responderam à IKEA e que quiseram entrar no tema. A Staples, por exemplo, lançou uma publicação a responder à campanha inicial, proposta pela Triber Agency. Na imagem pode ler-se, “Mas alguém guarda isso na sala, IKEA?”, remetendo para o cartaz original “Boa para guardar livros. E 75.800€”.  Esta publicação abriu espaço para que as marcas fossem falando umas com as outras, o que levou a um aumento do engagement, e fortalecendo as imagens e presenças nas redes sociais. Ao longo do dia, a editora Penguin, FNAC Portugal, Moviflor, inokem, Uniarea e Tensai foram algumas das marcas que também se juntaram à discussão, ao criarem publicações próprias.

Na página de LinkedIn da agência criativa responsável pelo design da campanha – Uzina – pode ler-se: “Nova campanha IKEA na rua. Sempre com o propósito de melhorar o dia a dia da maioria das pessoas através da casa, a IKEA baixou uma série de preços nos seus produtos. Para o divulgar, brincámos com o contexto político que tem aquecido o inverno dos portugueses. Design democrático com sentido de humor para todos.”.

Sobre o desafio que a agência recebeu, a directora criativa executiva da Uzina, Susana Albuquerque, contou à Briefing que o objetivo era “comunicar a nova baixa de preços permanente em centenas de produtos IKEA e fazê-lo de uma forma eficaz, que falasse com as pessoas, fugindo ao ruído promocional da comunicação de preço baixo que muitas vezes define a categoria do retalho. Devíamos fazê-lo num tom Ikea, que é simples, divertido e humano.”.

“Neste caso, pediram-nos para trabalhar em publicidade contextual. Devíamos procurar um ângulo que reflectisse o que as pessoas pensam e sentem neste momento, o ar do tempo. A resposta criativa foi a que se conhece: alguns produtos heróis dos novos preços baixos IKEA são as imagens e o ponto de partida para brincadeiras bem-humoradas no copy”, acrescenta.

Susana Albuquerque enumera duas razões que podem justificar o impacto. Se, por um lado, a IKEA foi ousada e abordou um assunto que, por norma, as marcas tendem a achar que não podem falar, por outro, havia uma “necessidade muito grande dos portugueses de rir, de aliviar a nuvem”. Para a diretora criativa e executiva da agência, a reação das pessoas à campanha “foi tão salutar, tão livre e democrática”. “Só desejo que possa ser o princípio de uma nova vaga de marcas com vontade de conversar com as pessoas e de as entreter”, conclui.

Mariana Paulo

Quinta-feira, 25 Janeiro 2024 11:19


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