“A LPM é uma força transformadora da Comunicação”

A comemorar 40 anos, a LPM reafirma a visão estratégica na linha da frente da Comunicação. No ano da “regeneração” das Relações Públicas, a diretora-geral de Clientes, Ana Martins, revela como a consultora está a redefinir a abordagem aos diferentes públicos, transformando a experiência de quatro décadas numa bússola preditiva para as marcas e organizações que enfrentam os desafios da desinformação, da Inteligência Artificial (IA) e da nova regulação do espaço público.

"A LPM é uma força transformadora da Comunicação"

Briefing | Quatro décadas depois da fundação da LPM, o que é que 2026 simboliza para a agência?

Ana Martins | A LPM é, em 2026, uma força transformadora da Comunicação das marcas e organizações. Sempre estivemos na linha da frente da inovação e do pensamento em Comunicação, o que nos tem permitido construir estes 40 anos de enorme solidez, experiência e liderança. Mas hoje é necessária uma verdadeira regeneração das Relações Públicas. Seja pelo contexto geopolítico, pelas profundas mudanças na sociedade ou pela expansão da IA, a forma de relacionamento com os públicos altera-se e a sua eficácia também. Alterou-se mais no último par de anos do que nos dez anos anteriores. E esta velocidade de transformação não vai abrandar. A reconstrução da confiança e o garante de legitimidade das marcas e das organizações é agora muito mais premente, com impacto direto no seu negócio e propósito. É também aí que estamos a introduzir novas competências e abordagens, com muita velocidade e bons resultados.

Como se estrutura a oferta da LPM hoje em dia e que novas competências são essas?

O nosso Statement of Work é uma resposta integrada assente em seis grandes pilares – Reputação, Affairs, Digital, People, Influencers e Ativações. A Reputação é muito matricial nesta engrenagem e é aí que estamos a aplicar, por exemplo, o modelo de ConsultorIA Preditiva, que dá maior suporte à tomada de decisão. Com base em dados de vida real de campanhas de comunicação, projetamos o impacto potencial das estratégias e ações e prevemos como é mais provável que os públicos reajam. Conjugamos essa análise com o nosso expertise e sensibilidade fina na gestão da Comunicação dos nossos clientes, o que fortalece a capacidade de navegarem na mudança. Mas a regeneração da Comunicação também passa por combater fenómenos como a desinformação e o deep fake. Criámos o FakeWatch, um serviço que protege a reputação digital e mediática contra a propagação de informação falsa e desinformação. Funciona como um escudo e um selo de confiança, certificando que a informação relativa à marca, empresa ou produto que é publicada é factual.

A história que as marcas e as empresas contam continua a ser o ponto central da Comunicação? Como é que respondem à necessidade dos vossos clientes de competir pelo espaço público?

É muito mais do que a história que contam. Ação é comunicação, agora mais do que nunca, e a forma como depois isso ressoa nos públicos é a verdadeira história. No caso das redes sociais, por exemplo, onde gerimos mais de 80 páginas, temos tornado muito mais robusta a narrativa e a produção de conteúdo inovador dos nossos clientes, em que os públicos fazem parte dessa construção, ditam-na. É uma consultoria digital que não se fica pela gestão diária de comunidade. Está aliás em estreita ligação com a área de marketing de influência, que é cada vez mais significativa, em setores muito diferentes entre si, como Alimentação e Bebidas, Saúde, Tecnologia, Turismo ou Beleza, e onde aplicamos o nosso método Matchmaker, sempre no melhor interesse da marca e da sua relação com os públicos. Todo esse potencial é capitalizado com a nossa equipa de Ativações, dedicada à criatividade, ao desenho e a produção de grandes ações.

Essa necessidade de afirmação no espaço público estende-se também à liderança das organizações. Como é que a LPM está a preparar os líderes para este novo contexto de exposição e exigência ética?

É um ponto fundamental porque a liderança é, ela própria, um ativo de confiança. O escrutínio é total e a exigência de coerência ética nunca foi tão alta. Fazemos um acompanhamento próximo de C-Level Affairs, em que ajudamos os líderes a desenharem o seu posicionamento e a gerirem a sua voz no espaço público. Também nos dossiês que acompanhamos em Public Affairs, e num contexto geopolítico complexo, trabalhamos muito com as organizações numa voz institucional forte e transparente para participarem no debate público de forma construtiva. Com a aprovação da Lei do Lobby, que confere transparência e rigor a um exercício legítimo de cidadania corporativa, torna-se ainda mais crítico que os porta-vozes estejam bem preparados. Assinalamos também os nossos 40 anos com a Academia LPM, ancorada no eixo de People, com formação certificada e capacitação em Comunicação, Marketing e Competências Digitais, concebidas para responder às necessidades de reskilling de empresas e instituições.

Como está a LPM no mercado e de que forma pretendem assinalar os 40 anos?

Tivemos um ano de 2025 ainda melhor do que o ano anterior, resultado de uma intervenção muito dinâmica das equipas e dos seus líderes, e de crescimento em vários segmentos, com os nossos clientes a trabalharem bem projetos robustos e com impacto, e com a entrada de novos clientes líderes de setor. A sofisticação da LPM só faz sentido porque está ao serviço do crescimento e da reputação dos nossos clientes, uma ideia que partilho com a diretora-geral e board advisor, Catarina Vasconcelos, e com o CEO, João Paixão. Em 2026, entramos nos nossos “fourties”, que dedicamos às “stories” com os nossos clientes. Assinalamos este marco com o mote “S40ries”, uma assinatura visual que funde as nossas quatro décadas de história com os casos de sucesso que construímos, e que terá momentos dedicados ao longo do ano. Os protagonistas são os nossos clientes, as stories e o futuro da Comunicação. Na certeza de que estamos prontos para liderar os próximos 40 anos.

Carolina Neves

Quinta-feira, 29 Janeiro 2026 12:13


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