O anúncio foi feito pela Porto Editora, que considera que os portugueses fizeram questão de sublinhar o termo “violência doméstica”, por ter sido um dos factos mais marcantes de 2019 e “em consequência dos inúmeros casos que foram sendo conhecidos ao longo do ano e que, infelizmente, resultaram em vítimas mortais”.
A 0,1% de distância ficou a palavra “sustentabilidade”, que, revela a Porto Editora, “liderou a votação desde o início até praticamente o final”, refletindo a “crescente preocupação” que o tema desperta na sociedade.
A difusão de informações falsas também não passou ao lado dos portugueses, ao longo do ano passado, que colocam “desinformação”, no terceiro lugar da tabela.
A votação fica completa com as palavras “jerricã” (7,5%), “nepotismo” (5,7%), “seca” (4,3%), “trotinete” (4,2%), “lítio” (4,2%), “influenciador” (4,0%) e “multipartidarismo” (1,0%).
Promovida pela Porto Editora, a Palavra do Ano tem como objetivo “sublinhar o poder das palavras”, refletindo, anualmente, o quotidiano da sociedade, no qual se incluem “os factos, os hábitos, os acontecimentos, as tendências e as preocupações coletivas”.
“Enfermeiro” (2018), “incêndios” (2017), “geringonça” (2016), “refugiado” (2015), “corrupção” (2014), “bombeiro” (2013), “entroikado” (2012), “austeridade” (2011), “vuvuzela” (2010) e “esmiuçar” (2009), completam a lista de palavras escolhidas, desde o início desta iniciativa.

