Briefing | Como surge a associação da Rádio SIM às marcas? Qual a estratégia da rádio a esse nível?
Dina Isabel | Temos tido diferentes tipos de associação com as marcas. A mais tradicional passa pela associação aos nossos conteúdos de antena que são sempre pensados em função do nosso público-alvo. A outra passa pela criação de iniciativas e eventos que nos colocam em contacto direto com quem nos ouve.
Desde o início que temos tentado mobilizar os nossos ouvintes para estarem connosco em diferentes propostas. Temos lançado alguns desafios que nos têm permitido chegar a um cada vez maior número de pessoas.
Começámos por organizar Grandes Galas de Música com os artistas que tocam na Rádio Sim (Continente e PIC). Já o fizemos no Tivoli (Lisboa), na Casa da Música (Porto) e no Coliseu (Lisboa). Conseguimos esgotar as salas com relativa facilidade.
Uma das nossas iniciativas mais marcantes é o “Chá Dançante” (Tena). Estas matinés são ao som de uma orquestra e têm lugar em espaços fechados e com glamour. Já o fizemos em Lisboa, Leiria, Braga e Évora.
Desde o ano passado que sentimos a necessidade de alargar o âmbito das iniciativas de dança e passamos também a ter bailes mais populares em espaços públicos: “Sim Bailo” (Corega). O ano passado fizemos um, este ano, por proposta dos parceiros, temos três: dois em Lisboa e um em Braga.
Começámos também este ano a realizar excursões a diversos pontos do nosso país (Voltaren) com visitas guiadas e pensadas especificamente para pessoas mais velhas.
Outra experiência muito positiva, embora mais cirúrgica, são os workshops de rádio (QI Sénior) que já levámos a diversas Universidades Seniores.
Este público desabituou-se de ouvir rádio e isso coloca-nos um grande desafio, recuperá-lo.
Briefing | Qual tem sido a recetividade?
DI | Extraordinária! O público adere em massa e a pergunta mais recorrente é “quando é o próximo?”.
Todas as nossas iniciativas têm marcas associadas, que habitualmente nos acompanham de um ano para o outro. Isto dá-nos uma enorme satisfação porque a confiança das marcas é sinal de que estamos no bom caminho. Sendo a Rádio Sim uma rádio de grande proximidade coo os seus ouvintes, a recetividade supera sempre as nossas expectativas.
Briefing | Estamos a falar apenas de marcas para o segmento sénior ou o portefólio é mais alargado?
DI | É mais habitual termos marcas direcionadas para o público-alvo. As nossas iniciativas permitem-lhes um contacto direto com o público, o que para elas é muito valorizado. E a verdade é que não existem muitos meios de comunicação direcionados para os seniores. O próprio mercado ainda se está a organizar de forma a olhar para este público como ele merece: são cada vez mais escolarizados, têm muitas vezes mais poder de compra que um target mais novo, têm disponibilidade e é em cada vez maior número.
Porque é que as marcas mais generalistas, não direcionadas especificamente aos seniores, não hão de olhar para eles como consumidores interessantes? O Continente, por exemplo, está connosco praticamente desde a primeira hora: os seniores também vão às compras, certo?
Briefing | Que impacto tem tido esta estratégia nos resultados da rádio? Isto é, a SIM tem faturado?
DI | Em todos os alvos, as marcas pedem-nos cada vez mais para que tenhamos propostas diferentes e que as integrem como parceiras. Acho que temos sabido fazer isso na Rádio Sim e que a experiência nos tem permitido melhorar todos os anos. Claro que isso é importante para nós e nos tem trazido resultados em termos de faturação. No entanto, acho que devemos realçar o seguinte: para além da faturação, permite-nos estar na rua com diferentes iniciativas que nos ajudam a divulgar a nossa marca. Aos clientes permite um contacto direto com um largo número de pessoas permitindo também a distribuição de produto.
Briefing | E em termos de audiências, há reflexos?
DI | As audiências têm vindo a cimentar-se gradualmente. Acreditamos que os nossos eventos, que nos permitem um contacto direto, têm sido um fator crescimento a ter em conta nos resultados que temos tido.
Briefing | Estas marcas surgem associadas a eventos. O que levou a SIM a enveredar por este caminho (bailes, excursões, etc)?
DI| No início, a nossa necessidade de dar a conhecer a Rádio Sim, pode-se dizer que começaram por ser uma estratégia de comunicação e marketing. O interesse das marcas e a natural necessidade de aumentar a faturação fizeram com que ampliássemos e diversificássemos a nossa oferta neste sentido. O número de iniciativas deste âmbito aumenta todos os anos, o que nos traz uma responsabilidade e um volume de trabalho acrescidos.
Briefing | Qual a ambição da rádio neste âmbito (relação com as marcas)?
DI | Fazê-las acreditar que este público é cada vez mais desafiante e que merece ser pensado de forma mais articulada e regular. A Rádio Sim tem uma grande vantagem: a enorme ligação dos ouvintes com os locutores e com a música. A nossa capacidade de mobilização é extraordinária. As marcas percebem isso desde o primeiro dia quando trabalham connosco.
A Rádio Sim, sendo uma rádio muito jovem, há muito que deixou de pensar o seu produto apenas como difusão da forma mais tradicional. Não pensamos só estúdio, pensamos cada vez mais em exteriores adequados às nossas necessidades e à dos parceiros.


