Atualmente, a marca possui 11 lojas físicas em Portugal, sete das quais em Lisboa, três no Porto e uma no Funchal. Francisco Gutierrez afirma que ainda existe oportunidade de abrir algumas lojas no sul do País e outra no centro da capital.
Contudo, não será para já: “Gostaríamos de relocalizar algumas das nossas lojas para espaços maiores, o que nos permitirá incorporar as coleções de mulher e crianças. Contudo, se surgir uma oportunidade interessante para abrir novas lojas, estaremos abertos a explorá-la”, sustenta.
A propósito da coleção de mulher, que a Scalpers introduziu em 2018, o porta-voz nota que o mercado nacional tem respondido “muito bem”. “Historicamente, antes de lançarmos esta seção, 60% dos nossos consumidores eram mulheres que compravam roupa para os homens e as crianças”, afirma, justificando o investimento neste segmento.
Francisco Gutierrez especifica que a coleção de mulher representa 25% das vendas da empresa e nas lojas mistas esta percentagem sobe para os 40%. Também no canal online corresponde a 40% das vendas. Quanto ao perfil destas consumidoras, afirma que possuem entre 25 e 35 anos, com um poder de compra médio-alto, e que pretende “usar uma marca que representa um estilo clássico adaptado às tendências de moda de cada estação”.
No que toca ao e-commerce, o peso no negócio da Saclpers é de 25%. No mercado nacional, porém, está abaixo, situando-se nos 14%. “Portugal é um mercado digitalmente menos desenvolvido, mas esperamos alcançar os 20% do canal online até 2024, graças a uma comunicação mais adequada e a uma estratégia de marketing dirigida”, enquadra o Managing Digital & Brand Director da marca criada em Sevilha, em 2007.
Fátima de Sousa


