Ao longo de um quarto de século, a dupla foi construindo um dos projetos de referência do Douro, através da recuperação de vinhas velhas e da produção de vinhos que procuram refletir as características dos seus lugares de origem. O Pintas foi um dos primeiros exemplos dessa filosofia. Proveniente de uma vinha velha com mais de 40 castas, começou como um pequeno “vinho de garagem” e tornou-se numa das referências da região.
A este seguiram-se projetos como o Guru, dedicado aos brancos do Douro, o Pintas Character e o Porto Vintage Pintas. Em 2009, a Wine&Soul acrescentou ao seu percurso a Quinta da Manoella, propriedade fundada em 1838 e pertencente à família Serôdio Borges há cinco gerações. Entre vinhas centenárias e parcelas mais jovens, a quinta deu origem, entre outros, ao Quinta da Manoella Vinhas Velhas. O portefólio inclui ainda o 5G, um vinho do Porto com mais de cem anos, expressão de um património líquido que a Wine&Soul procura preservar e valorizar.
Segundo explicam, ao longo das 25 vindimas, a filosofia do projeto manteve-se centrada na expressão do território, com uma intervenção de adega orientada para revelar, mais do que transformar, as características de cada parcela e de cada colheita.
A celebração dos 25 anos surge assim como um marco num percurso que acompanhou a evolução do Douro contemporâneo, mas que manteve a atenção nas vinhas antigas, nas castas e na diversidade do território.
Carolina Neves

