Muitos anunciantes souberam tirar partido desta fase e adaptaram a sua comunicação à nova realidade #ficaemcasa, #trabalhoemcasa #teleescola, etc.. De acordo com Inês D’Alte, foi também essa a linha que a FUEL TV seguiu, procurando oportunidades para redesenhar o seu papel, ou apenas recordá-lo a quem a acompanha, e relembrando daquilo em que pode ser útil e acrescenta valor no mercado.
No que respeita aos patrocínios, os canais de nicho são “os primeiros a sofrer”. Ainda assim, na FUEL TV, apostaram em novas oportunidades de comunicação e em ferramentas que não usavam anteriormente, como é o caso dos lives no Instagram, os quais fizeram com que o “número de novas parcerias vá aumentando todas as semanas”.
“Estamos a estabelecer novas relações com marcas com as quais ainda não tínhamos tido o gosto de trabalhar, tal como a reforçar a proximidade do nosso público com os melhores atletas de surf e skate. Estamos a lançar sementes para novas oportunidades de colaboração após o retorno à ‘nova normalidade’”, explica.
Relativamente aos conteúdos, o canal teria, este ano, cerca de 600 horas de eventos em direto. Seria o regresso da WSL à FUEL TV – “o regresso a casa” -, num acordo global que vai “muito além da transmissão de eventos em direto, e que já se revela com novos programas semanais”, como, por exemplo, o World Surf Weekly. E, também, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em que o skate, o surf e a BMX se estreariam como modalidades olímpicas.
Ainda assim, a partir de junho, regressam as séries, como o Camp Woodward ou Firsthand; e novos formatos, desde documentários a filmes, passando por entrevistas e peças originais, “feitas por artistas de renome Internacional, entre os quais muitos portugueses”.
A FUEL TV cedeu, em conjunto com a NOS Publicidade, 25% do seu espaço publicitário on air – em todos os países onde está presente – às marcas do mercado dos desportos de ação. Inês D’Alte refere que a adesão “tem sido incrível”, muito superior à que esperavam, uma vez que já aderiram 100 marcas, entre elas: Billabong, Volcom, Hurley, DC, Burton, WSL – World Surf League, SLS – Street League of Skaboarding, OuterKnown; e as portuguesas Ericeira Surf & Skate, 58 Surf Shop, Deeply, Meo Beachcam, Matta e Bana. Estas têm apenas de divulgar o hashtag #unitedactionsports – o nome da iniciativa –, nas suas redes sociais.
Além das marcas de roupa, do material técnico e das entidades oficiais representativas das modalidades, é “ainda mais reconfortante” – diz – ter pequenas lojas que se esforçaram por criar um spot televisivo direcionado para vendas online, agora que estão de portas fechadas.
“Orgulha-nos, enquanto empresa portuguesa, liderar desde Lisboa um canal televisivo global presente em mais de 100 países. Numa indústria que movimenta 200 milhões de praticantes ativos e 60 mil milhões de euros, isto é, 10% dos 600 mil milhões que o mercado do desporto vale em todo o mundo”, afirma a responsável.

