“A NOS tem um propósito de colocar a sua tecnologia sempre ao serviço de quem mais precisa, ao serviço das pessoas, é isso que faz sentido. O NOS Alive tem sido, ano após ano, um palco privilegiado para testarmos as nossas soluções cada vez mais tecnológicas e, ultimamente, uma tecnologia altamente disruptiva, o 5G”, começa por explicar à Briefing a diretora de Comunicação Corporativa da NOS, Margarida Nápoles.
Atendendo à velocidade e baixa latência da tecnologia 5G, abre-se um mundo de oportunidades, segundo Margarida Nápoles, para iniciativas disruptivas que podem fazer a diferença na vida das pessoas. “Com a Acess Lab, percebemos que havia forma de, recorrendo ao 5G, acrescentar muito valor a uma experiência que permite à comunidade surda tirar partido de um concerto de música ao vivo.”
A NOS desenvolveu para tal uma solução multissensorial, que assenta em três ferramentas que funcionam em simultâneo. O colete, elemento central, emite as vibrações e sensações da música aos utilizadores e, como funciona através da rede 5G, permite total liberdade. Depois, dada a baixa latência, a comunicação é quase imediata. “A grande vantagem nisto é que a música é transformada em sensações que estão a ser sentidas pelas pessoas, ao mesmo tempo de todo o restante público. Isto permite uma simbiose total deste grupo de pessoas surdas com o artista e com as pessoas ao seu lado”, detalha a diretora de Comunicação Corporativa da NOS.
A juntar a isto, a NOS acrescentou de forma inédita a legendagem, permitindo às pessoas com deficiência auditiva acompanhar não só as letras das músicas, como a interação do artista com o público, através de uma aplicação criada para o efeito. Para complementar, esta iniciativa inclui LGP, em tempo real, a fazer a interpretação dos acontecimentos. “Isto é diferenciador, porque, com o 5G e esta aplicação, as pessoas têm total liberdade e podem estar em qualquer ponto do recinto a ver no ‘smartphone’ a interpretação”, acrescenta Margarida Nápoles.
Por seu lado, a porta-voz da Access Lab, Catarina Oliveira, afirma: “Poder-se-ia pensar que uma pessoa surda não teria interesse em ir a concertos, mas a verdade é que a música é muito mais do que som, é a vibração, a emoção do artista e das pessoas à volta. Por isso, termos estas pessoas a poderem experienciar a vibração da música com os coletes e, além disso a terem a aplicação de LGP é muito bom, sobretudo, num contexto em que podem fazê-lo ao lado de qualquer pessoa do público, moverem-se como quiserem”.
O resultado desta experiência diferenciadora e inclusiva já é conhecido e, a julgar pelas imagens, a 16.ª edição do NOS Alive foi para “todos, todos, todos”.
Sofia Ramos Silva

