A responsabilidade social começa muito antes de uma organização decidir apoiar uma determinada causa. Começa quando assume o compromisso consciente de contribuir para a criação de impacto positivo, consistente e duradouro na vida das pessoas e das comunidades com as quais se relaciona.
Na Sociedade Ponto Verde (SPV), esta visão concretiza-se através de projetos próprios ou desenvolvidos por terceiros, desde que ligados à sua missão de promover a economia circular e a reciclagem de embalagens em Portugal.
Um compromisso que começa na missão
Esse impacto constrói-se, de forma ética e estratégica, através das relações que uma organização estabelece, nas escolhas que faz e orientam a sua atividade, e na forma como se envolve com as comunidades. As empresas fazem parte dos territórios onde atuam e podem desempenhar um papel ativo na resposta a desafios comuns, com uma abordagem de proximidade.
No caso da SPV, esta atuação está diretamente ligada a essa missão que depende da participação de todos os que fazem parte desta cadeia de valor do grande consumo e que devem compreender a importância do seu contributo.
Esta perspetiva traduz-se em diferentes formas de atuação para responder a diferentes necessidades e valorizar o que já é feito no terreno. A responsabilidade da SPV passa, assim, por apoiar projetos relevantes, valorizar quem já atua no território, e reforçar os conhecimentos e os meios de quem está mais próximo dos desafios. Apoiar, reconhecer e capacitar são três formas de concretizar esse compromisso.
A responsabilidade de apoiar
O apoio da SPV ao projeto “Apadrinha uma Oliveira” (apadrinhaumaoliveira.org) materializa esta vontade. A iniciativa propõe um modelo de desenvolvimento rural sustentável assente na recuperação de olivais tradicionais abandonados em Abrantes, associando a preservação do património natural à valorização do território e ao fortalecimento das comunidades locais.
Ao associar-se ao projeto, a SPV apoia uma iniciativa que integra a circularidade e a responsabilidade coletiva numa intervenção com resultados mensuráveis. Até ao momento, foram recuperadas mais de 4.500 oliveiras, criados sete postos de trabalho locais e produzidos mais de mil litros de azeite provenientes dos olivais recuperados.
Estes resultados demonstram como a recuperação de um património natural pode gerar atividade económica, criar emprego e reforçar a ligação das comunidades ao território. Mais do que recuperar olivais, o projeto ajuda a construir um modelo de desenvolvimento sustentável com impacto duradouro nas pessoas e na economia local.
A responsabilidade de reconhecer
Valorizar o trabalho que já é desenvolvido nas comunidades é outra dimensão deste compromisso. Através do Prémio Junta-te ao Gervásio, a SPV tem vindo a distinguir projetos locais na área da reciclagem de embalagens e da economia circular, dando visibilidade a boas práticas e às pessoas e entidades que as concretizam.
Na edição mais recente, a iniciativa recebeu 189 candidaturas, distinguiu sete projetos e atribuiu oito menções honrosas, num total de 16.500 euros em prémios atribuídos aos projetos vencedores.
Este reconhecimento permite que as experiências sejam conhecidas e partilhadas, servindo de referência noutros territórios. Ao destacar soluções que já produzem resultados, o prémio pode inspirar outras organizações, mobilizar mais pessoas e incentivar a replicação de boas práticas.
A responsabilidade de capacitar
Capacitar é criar condições para que quem está mais próximo dos desafios tenha os meios e as ferramentas para encontrar respostas adequadas ao seu território. É esse o propósito do programa “Rede Recicla+”, através do qual a SPV apoia Sistemas Integrados de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU), municípios e empresas municipais na implementação de ações de comunicação, sensibilização e educação, contribuindo para o bom funcionamento do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagem (SIGRE).
Na sua edição mais recente, o número de candidaturas apoiadas alcançou as 42, tendo a SPV disponibilizado um total de 702 mil euros para financiamento de ações, até um máximo de 50 mil por candidatura. O foco manteve-se em iniciativas de incentivo à recolha seletiva de embalagens de vidro, nomeadamente no canal HORECA, onde é necessário reforçar o envolvimento para que mais material seja encaminhado para reciclagem.
O financiamento permite aos parceiros desenvolver ações ajustadas às necessidades locais, envolver mais cidadãos e melhorar a recolha seletiva. Este trabalho contribui para que Portugal possa alcançar a meta europeia com a qual está comprometido: reciclar 65 % das embalagens colocadas no mercado.
Através da colaboração com os parceiros, o programa procura, assim, dar resposta aos desafios de cada território e contribuir para objetivos comuns.
Como construir um impacto duradouro?
A intenção de criar impacto é o ponto de partida, mas são a ação e a continuidade que permitem construir mudanças duradouras. Escolher intervir, como a SPV, exige compreender as necessidades existentes, conhecer o trabalho já desenvolvido e identificar os recursos que podem fazer a diferença.
Os projetos apresentados mostram como o apoio, o reconhecimento e a capacitação se complementam. O seu alcance depende também da colaboração entre entidades e da capacidade de dar continuidade ao trabalho no terreno.
É nessa continuidade que a responsabilidade social ganha sentido. Criar condições para que o conhecimento, os meios e as experiências permaneçam nas comunidades e continuem a gerar resultados. Porque o verdadeiro impacto também se mede pelo que fica depois de uma iniciativa – nas pessoas, nos territórios e na capacidade de encontrar novas respostas para os desafios que se seguem.

