Briefing | O que está na base da decisão de integrar a Mercer sob a marca Marsh e o que representa esta mudança para a estratégia da marca em Portugal?
Vânia Silva | Em outubro de 2025, anunciámos que todos os nossos negócios – Marsh, Mercer, Guy Carpenter e Oliver Wyman – passariam a estar reunidos sob a marca Marsh. Assim, em janeiro de 2026, o grupo, até então designado Marsh McLennan, passou a chamar-se Marsh. Seguiu-se um período de transição para os restantes negócios, que terminou em setembro: a Mercer passou a Marsh, a Guy Carpenter passou a Marsh Re e a Oliver Wyman passou a apresentar-se como Oliver Wyman, a Marsh business. Esta decisão assenta na intenção de simplificar e fortalecer a arquitetura de marca, visando refletir melhor o conjunto das nossas capacidades – nas áreas da corretagem de seguros e gestão de risco, do resseguro, das pessoas e dos investimentos e da consultoria de gestão –, a nossa escala e o impacto que criamos junto dos nossos clientes e do mercado.
Nesta nova fase, a marca muda, mas o essencial mantém-se: a experiência, a especialização, os dados e o conhecimento profundo que fizeram da Mercer uma referência nas áreas da saúde e dos benefícios, dos investimentos e da reforma, do talento e da remuneração.
Para os nossos clientes da em Portugal, a mudança é sobretudo ao nível da marca: as equipas e a qualidade do serviço mantêm-se, agora com acesso facilitado a todas as outras áreas de especialização da Marsh.
Em Portugal, esta mudança representa uma oportunidade para reforçar a clareza e a amplitude da nossa proposta de valor, que passa a ser mais unificada, coerente e abrangente. Queremos continuar a ajudar os nossos clientes, num mundo cada vez mais complexo, através de soluções mais integradas e de uma visão mais transversal dos seus desafios.
Que papel assumem o marketing e a comunicação na afirmação desta nova identidade da Marsh e na construção de uma perceção comum junto dos diferentes públicos?
O marketing e a comunicação têm um papel essencial na transformação de uma mudança de identidade numa experiência consistente e relevante para todos os públicos. Não se trata apenas de alterar logótipos, assinaturas ou materiais de comunicação, mas de explicar claramente o que está a mudar, o que se mantém e, sobretudo, o valor que esta evolução representa para clientes, colaboradores, parceiros e para o mercado.
A nossa prioridade é garantir uma narrativa comum, adaptada às diferentes realidades e necessidades, mas assente nos mesmos princípios: o poder da perspetiva, a especialização, a proximidade e a capacidade de ajudar os nossos clientes a tomar melhores decisões num contexto de maior complexidade.
Internamente, a comunicação é determinante para envolver as nossas pessoas, reforçar o sentimento de pertença e assegurar que todos compreendem e conseguem explicar esta nova proposta de valor. Externamente, procuramos assegurar uma transição clara, transparente e gradual, valorizando a confiança construída pelas marcas e pelas equipas ao longo do tempo.
Com a integração concretizada, que impacto esperam que esta mudança tenha no posicionamento e na perceção da empresa no mercado português?
Esperamos que esta evolução reforce o posicionamento da Marsh como um parceiro estratégico, capaz de responder de forma integrada aos principais desafios que as organizações enfrentam em matéria de risco, pessoas e estratégia.
Em Portugal, esta mudança deverá também facilitar uma maior ligação entre diferentes áreas de especialização, permitindo-nos identificar mais oportunidades de colaboração e oferecer respostas mais completas aos nossos clientes. Ao mesmo tempo, continuaremos a valorizar o conhecimento do mercado português, a proximidade das nossas equipas e a relação de confiança que temos vindo a construir localmente.
A partir desta nova fase da marca, quais são as principais prioridades para a estratégia de marketing e comunicação da Marsh em Portugal?
As nossas principais prioridades passam por:
– Garantir uma transição de marca clara e consistente, assegurando que os clientes, colaboradores, parceiros e restantes públicos compreendem o significado da mudança e reconhecem a continuidade da relação e do serviço;
– Reforçar a proposta de valor da Marsh, tornando mais visível a ligação entre as nossas diferentes capacidades e demonstrando como podemos apoiar os clientes de forma mais integrada nas áreas do risco, do capital, das pessoas, dos investimentos e da consultoria;
– Afirmar uma voz própria no mercado português, com conteúdos e iniciativas relevantes para os desafios concretos das organizações em Portugal, tirando partido dos estudos e dados que produzimos a nível global e local. Queremos continuar a contribuir para o debate sobre temas como a resiliência empresarial, a transformação do trabalho, o talento, a sustentabilidade, o risco cibernético, as alterações climáticas e as novas formas de financiamento e investimento;
– Envolver e mobilizar as nossas pessoas. Uma marca forte constrói-se a partir da experiência que proporciona em todos os pontos de contacto. Por isso, é fundamental que as equipas estejam informadas, envolvidas, motivadas e preparadas para traduzir esta nova identidade em relações de proximidade e em valor concreto para os clientes.
Esta nova fase será, assim, uma combinação entre escala global e relevância local: uma marca mais unificada, mas sempre próxima dos clientes e dos contextos em que operam.
Simão Raposo

