Como podem os criativos tirar partido do desconforto nacional?

Como podem os criativos tirar partido do desconforto nacional?

O desconforto foi o tema eleito pelo Clube de Criativos (CCP) para 2013. A “inspiração” veio do clima que o país atravessa atualmente mas também – explica ao Briefing a presidente do clube, Susana Albuquerque, da convicção de que o desconforto é motor de novas ideias. Quinze curadores, escolhidos entre os “fazedores” da criatividade comercial, vão ajudar a tornar realidade este propósito.

A primeira noite do desconforto acontece já dia 22. Será na Casa Independente, que disponibilizou o espaço para que, numa sexta-feira de cada mês, o CCP possa criar “um momento de socialização criativa” que Susana Albuquerque e demais direção gostariam de ver evoluir para “uma tradição”.

Cada noite constará de um jantar, mediante inscrição, de uma conferência/instalação/performance/apresentação ou “qualquer outra coisa que os curadores queiram criar”, finalizando com uma noite de convívio com música.

O tema será o desconforto. Susana Albuquerque explica ao Briefing porquê: “Procurámos um tema que refletisse o contexto que vivemos em Portugal hoje. O desconforto é essa zona que nos incomoda, é o contrário do que é cómodo. A ele vem associado um certo desconsolo. Mas em criatividade, o desconforto também é motor das soluções e da inovação. É sobre esse duplo sentido do desconforto que queremos trabalhar durante 2013 em todas as atividades do clube”.

Será missão para levar a cabo com a ajuda dos 15 curadores, todos eles escolhidos dentro do mercado da criatividade comercial, todos eles também “fazedores, pessoas que se destacam criativamente na sua atividade profissional pelo que fazem, ou que desenvolvem atividades criativas paralelas na sua área de curadoria”.

Filipe Mesquita, Pedro Mesquita e Pedro Serrão (This is Pacifica), Paulo Condessa (Lisbon Ad School), Rui Ribeiro (Mindshare), José Carlos Mendes (Maga Atelier), Elgar Rosa (Pure Ativism), Manuela Botelho (APAN), Isabel Zambujal e Luis Carvalho (Ogilvy), Marco Dias (2034), Pedro Ferreira (Young and Rubicam), Sara Ferreira e José Vieira (Havas), Jorge Silva (Silva! Designers), Miguel Januário (em representação da arte de intervenção), André Moreira (Havas London), Nuno Leal (TBWA) e Rita Costa Gomes (Moda Lisboa) foram os eleitos.

Com cada curadoria, o clube quer chegar a ideias e a projetos concretos. Os objetivos serão sempre promover diferentes eventos e projetos ao longo do ano com a marca do CCP, unir os profissionais à volta da criatividade nacional com o intuito de a promover, gerar o debate, produzir conteúdos de utilidade para os profissionais que trabalham nesta área e promover o networking.

Explica Susana Albuquerque que “cada curador é um ativista da criatividade” e o desafio de cada um será aportar para o CCP uma ou mais ideias que cumpram aqueles objetivos e que o clube ajudará a viabilizar “porque podem fazer a diferença”.

“Estamos a chamar para o Clube áreas e disciplinas que nunca foram consideradas como nossa vocação ou prioridade. Esse é o objetivo a que nos propomos. Desenvolver mais e melhores projetos que façam da criatividade um assunto mais frequente, mais rico, mais discutido e mais real para mais pessoas”, conclui a presidente do CCP.

Fonte: Briefing

Sexta-feira, 08 Fevereiro 2013 12:30


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