Esta boutique faz Unlock ao brand design

A pole position tem sido da Unlock Brands quando a corrida é a criação de sistemas de identidade de marca, na sua maioria internacionais. “At the Speed of Lights” já se encontra o Lusail International Circuit, no Catar, depois do rebranding desenvolvido pela agência portuguesa. Mas esta não tem acelerado apenas no setor dos desportos motorizados…

Esta boutique faz Unlock ao brand design

“Às vezes, perguntam-nos qual tem sido a nossa estratégia de desenvolvimento internacional e, na verdade, só tem sido uma: fazer um bom trabalho, para sermos recomendados e chamados para outros projetos”. É assim que a Unlock Brands tem conseguido firmar-se nos mercados lá fora, que são responsáveis por cerca de 75% da sua faturação, segundo o Co-CEO e Chief Creative Officer, Miguel Viana. “Soma-se o talento, a sorte e a confiança”, diz.

A primeira variável vem da equipa fixa – 20 pessoas –, que tem uma natureza “muito curiosa e muito aberta”, e a costela portuguesa reconhecida pelas soft skills e pela capacidade de adaptação a pessoas, meios e culturas diferentes. A segunda e a terceira já vão sendo fabricadas há muitos anos, quando os quatro sócios ainda trabalhavam na Brandia Central e onde, em 2012, foi criada a marca do UEFA Euro 2012, na Polónia-Ucrânia. Ficaram no radar da FIFA – Federação Internacional de Futebol e, mais tarde, foram convidados a desenvolver a marca do Mundial 2018, na Rússia. Quando saíram da agência e lançaram a Unlock, tiveram “a sorte e a confiança” da mesma equipa da FIFA continuar a convidá-los.

Alguns trabalhos são conseguidos em concursos internacionais e outros são adjudicados diretamente. Estruturalmente são projetos de identidade visual, que vão sendo desenvolvidos de raiz e preparados na sua longa extensão. Da FIFA, a equipa já chutou: o Campeonato do Mundo no Catar, o Campeonato do Mundo de Futebol Feminino Sub-20 na Costa Rica, os campeonatos do mundo de clubes, os prémios do futebol The Best, entre outros. “No fundo, todos esses projetos cruzam metodologias de trabalho que vêm de conhecimentos nossos na área do place branding – do entendimento da marca destino – e daquilo que são os eventos desportivos, para se criar a marca que responda aos diferentes objetivos que os stakeholders têm”, afirma o responsável.

Miguel Viana explica que, de um lado, estão as organizações desportivas que têm nestas marcas grandes fontes de receita; e do outro, países ou cidades que também têm objetivos próprios de promoção e, por isso, organizam os eventos com o intuito de se desenvolver e dar a conhecer, bem como às suas ofertas turísticas e culturais. 

Mas ainda no desporto, e focando no último projeto, a boutique de brand design foi a responsável pela criação do novo sistema de identidade de marca do Lusail International Circuit, no Catar, que recebe as categorias rainhas Fórmula 1 e MotoGP. Além das corridas, o circuito estende a sua experiência ao entretenimento, sendo palco de vários eventos, e é essa a energia que pretende ser comunicada no rebranding. “Trabalhámos para posicionar o circuito como um dos melhores ao nível mundial. Devido às grandes temperaturas, o horário das corridas é noturno, o que dá uma espetacularidade ainda maior. Pegámos nessa energia e nas luzes dos veículos para criar a assinatura de marca, ‘At the Speed of Lights’”, explica o Chief Creative Officer.

A Unlock combinou a tríade: desporto motorizado, entretenimento e cultura do Catar. O logótipo é inspirado nas superfícies aerodinâmicas dos veículos, com espaços vazios curvos e linhas horizontais a evidenciar o seu desenho, e nas luzes noturnas. Já as cores refletem a imagética do automobilismo e o seu lado mais tecnológico; e a tipografia, “contemporânea e humanista”, pretende garantir singularidade à marca. 

No mesmo país, a empresa desenvolveu toda a linguagem da Expo Doha 2023, uma exposição mundial dedicada à agricultura e que ocupa uma superfície três vezes maior à da Expo’98. Mas também a Arábia Saudita, o Egito, o Dubai, e países na Europa têm locais e eventos com o selo Unlock Brands. 

Mesmo com a maioria dos desafios no estrangeiro, não querem mudar a escala de dimensão. “Queremos ser vistos como uma boutique de estratégia e design internacional, que tem capacidade de entender desafios de negócio também complexos, mas que se dedica totalmente a um projeto”, justifica Miguel Viana. O apoio de agências locais nos países onde têm trabalhos, com as quais têm “parcerias muito estabilizadas” e “relações mais próximas”, são um bom complemento e uma boa ajuda. 

Por agora, levantamos a bandeira de xadrez!

Carolina Neves

Quinta-feira, 07 Março 2024 13:25


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