O ceo da MOP espera, no entanto, que para o ano, o último em que o festival estará em Lisboa, a indústria tire todo o partido desta circunstância:
“Quando a edição do ano passado acabou e confirmámos que teríamos o Eurobest novamente em 2012, coloquei 3 grandes objectivos:
– Ainda mais qualidade nos seminários (variados em termos de tendências e de outras artes)
– Mais conteúdos de formação
– Maior integração com plano estratégico para valorização da cidade de Lisboa e da sua indústria criativa.
Sinceramente acho que os dois primeiros objectivos foram atingidos, quanto ao último, melhorámos, mas ainda há trabalho a fazer.
Em relação ao programa acho que conseguimos aumentar a fasquia dos oradores (Sir John Hegarty, David Droga, …); mostrar novas agências da indústria (72andSunny, Volontaire, ACQA, Jung Von Matt…); produtos e empresas que surgiram com a revolução digital (a VICE – o maior media atual para jovens adultos, ou a Fabric Worldwide – data management, são bons exemplos); outras áreas criativas que hoje fazem parte da narrativa criativa (o responsável pelo evento de abertura das Olimpíadas 2012, uma das maiores empresas de animação do Mundo – a Aardman ou um seminário com o “artista” Niels Shoe Meulman que, com o apoio da MOP e da Galeria de Arte Urbana de Lisboa (GAU), aproveitou a estadia em Lisboa para deixar a sua marca numa “parede” em Alcântara).
As academias para jovens marketeers e accounts, bem como os workshops, foram os conteúdos criados para ampliar o conceito de formação do festival.
Por último conseguimos um maior envolvimento da Câmara de Lisboa manifestado entre outras coisas na criação do Lisbon Film Comission.
Penso que tudo isto contribuiu decisivamente para o aumento do número de pessoas que passaram pelo Eurobest este ano.
Agora, o importante é começar já a pensar na edição de 2013, que infelizmente será a última!
Além de continuar a melhorar os objectivos que colocámos este ano gostaria que a nossa indústria e individualidades aproveitassem ainda mais o evento. Tratando-se do último ano, penso que todos devemos aproveitar a enorme visibilidade do festival internacionalmente. Como costumo dizer, o facto de Lisboa ter sido escolhida é, em si mesmo, um tributo à nossa qualidade criativa, mas, cada vez que uma edição acaba, fico sempre com a sensação que, como indústria, ainda poderíamos ter aproveitado mais…
Espero, no final da edição de 2013, já não ter essa sensação!”
Fonte: Briefing

