Imprensa precisa de plano de recuperação

Imprensa precisa de plano de recuperação
A imprensa precisa de um plano de recuperação semelhante ao que está a ser preparado para as empresas de obras públicas e construção. Quem o afirma, em declarações ao Briefing, é o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro, a propósito do Dia Nacional da Imprensa, que hoje se assinala.

“(Re)Financiar a Imprensa na emergência da crise” é precisamente o tema da iniciativa que assinala a efeméride. Porque a crise – afirma João Palmeiro – está a ter consequências sobre os jornais nacionais: “Os espaços noticiosos correm o risco de verem a sua diversidade e dimensão diminuídas devido à redução de jornalistas, compra de conteúdos, número de páginas, gramagem do papel, tiragens, formatos”.

Um cenário que conduziu à elaboração do PECSIR – um plano de emergência à comunicação social “Imprensa e Rádio”, que será hoje apresentado publicamente e que é composto por duas áreas, uma de tesouraria e outra de crédito bonificado.

O programa das comemorações do Dia Nacional da Imprensa inclui um painel subordinado ao tema “A Comunicação Social não é um negócio do Estado”. É uma referência – diz João Palmeiro – a casos como o do Diário de Notícias da Madeira e do Diário do Sul, mas também a muitos boletins municipais e web tv, que “fazem uma concorrência insuportável aos meios de comunicação social”.

Em foco estará também a imprensa regional e aqui João Palmeiro considera que os efeitos da crise são sentidos a duas velocidades: por um lado, são menores do que na imprensa nacional pela “proximidade com anunciantes e leitores”, mas, por outro, são maiores, porque quer o número de anunciantes, quer o de leitores é “limitado e, portanto, qualquer impacto na atividade de uns e de outros tem maior peso na vida dos jornais regionais”.

Perante o atual cenário, que caminho resta à imprensa? Entende o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa que “a grande oportunidade é chegar a 2014 e aí começar um novo ciclo entre o negócio hibrido (papel e internet) e um novo modelo de publicidade (entre a publicidade comportamental e o patrocínio e a parceria)”.

São novos modelos de negócio decorrentes de uma mudança de paradigma. A que se somam, desejavelmente, os apoios pedidos para 2013 e as ajudas europeias em 2014.

Fonte: Briefing

Terça-feira, 11 Dezembro 2012 10:49


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