Há campanhas que nos ficam na memória muito depois de as vermos. Não necessariamente por serem as mais criativas ou as mais inesperadas, mas pela forma como nos fazem sentir, refletir e questionar aquilo que nos rodeia.
Quando falamos da minha geração, a Geração Z, é frequente associá-la às redes sociais, às tendências e aos novos hábitos de consumo. Crescemos num mundo em constante transformação, rodeados por uma enorme quantidade de informação e referências. No entanto, há algo que nem sempre é lembrado: apesar de partilharmos algumas experiências, não queremos todos a mesma coisa.
Dentro da mesma geração existem interesses, ambições e motivações muito diferentes. Há quem valorize o humor, quem procure inspiração, quem se identifique com determinadas causas e quem goste simplesmente de descobrir novas perspetivas. A idade pode aproximar-nos, mas não define aquilo que nos emociona ou desperta curiosidade.
É precisamente por isso que considero tão interessante a maneira como as marcas comunicam com os jovens. As mensagens que mais me marcam nem sempre são as mesmas que marcam os meus amigos, e isso faz todo o sentido. Cada pessoa relaciona-se com a comunicação de forma diferente, de acordo com o seu percurso e as suas preferências.
Acredito que o desafio não está em encontrar uma única receita para falar com a Geração Z, mas em criar mensagens capazes de gerar identificação junto de pessoas com perfis cada vez mais diversos. Essa ligação pode surgir através de uma história inspiradora, de uma ideia criativa, de uma emoção ou de um simples momento de entretenimento.
No meu caso, são as mensagens que me desafiam a crescer que mais me marcam. Gosto de campanhas que me despertam vontade de experimentar, aprender ou fazer melhor. Que me apresentam um tema por outro ângulo e me deixam a pensar mesmo depois de terminarem.
Talvez seja essa uma das características mais interessantes da Comunicação. A mesma mensagem pode ter significados diferentes para pessoas diferentes. No final, o mais impactante não é necessariamente tentar chegar a todos da mesma forma, mas conseguir criar ligações relevantes com cada pessoa.
Inês Dionizio, Account Cliente da LPM

