O mês de setembro marca o regresso das crianças e dos jovens à escola em todo o mundo, mas esta não é uma realidade transversal a todos os que a ela têm direito. Em Portugal, há cerca de 6500 crianças que, de acordo com o mais recente Relatório das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (2021), vão continuar sem acesso a esse direito fundamental. Nesse sentido, a UNICEF Portugal, para alertar para a necessidade de fazer cumprir este direito fundamental, criou a campanha de comunicação e angariação de fundos “Não regresso à Escola”.
“Neste regresso às aulas, temos que ter todas as crianças na escola e na sala de aula. A escola não pode deixar ninguém de fora e o Estado tem a obrigação de cumprir, e fazer cumprir, este direito fundamental; bem como tem os deveres de avaliar o que as crianças e jovens estão a aprender, de garantir a recuperação das aprendizagens essenciais, e de assegurar que os professores têm a formação e os recursos necessários para que tudo isto aconteça”, afirma a diretora executiva da UNICEF Portugal, Beatriz Imperatori.
A responsável defende que o não regresso à escola “não pode ser normalizado”, sob pena de se falhar a milhares de crianças e jovens que merecem especial consideração e proteção.


