De acordo com estudos recentes, o consumo de álcool está a diminuir, influenciado pelas preferências da Geração Z, com 62 % das pessoas com menos de 35 anos a afirmarem que bebem menos álcool. Além disso, cerca de 85 % dos consumidores revela que escolhem uma garrafa de vinho baseando-se apenas no rótulo.
É neste contexto que surge esta iniciativa, que pretende que os criativos estejam integrados no processo de produção do vinho. Desta forma, podem conhecer as pessoas que o produzem, o local onde trabalham e a filosofia que defendem. O objetivo é que o conhecimento adquirido resulte numa marca que crie valor comercial mensurável para as adegas.
A colaboração começa com uma residência de uma semana, durante a qual a equipa da andstudio trabalha em conjunto com os enólogo; explora a região; e aprende sobre o processo de produção, os desafios empresariais e as ambições. Segue-se um processo de branding com a duração de quatro a seis meses, abrangendo estratégia, posicionamento, identidade visual e embalagem, resultando num roteiro prático para implementação.
As adegas serão selecionadas com base na força e na autenticidade da sua história, nos desafios que enfrentam, na sua motivação para evoluir e na sua disponibilidade para trabalhar de forma aberta e colaborativa. Será dada prioridade a negócios independentes e familiares, com um produto ou filosofia distintivos, ambições empresariais claras, e abertura para reconsiderar a forma como se posicionam e se apresentam.
O diretor criativo e sócio da agência, Augustinas Paukštė, afirma que a ambição é que cada adega passe a ter um posicionamento mais claro, um potencial de exportação mais forte e um plano de ação prático que possam utilizar.
O Wine Design Exchange apresenta também um modelo de remuneração particular. Em vez de cobrar a sua taxa padrão de agência, a andstudio pede às adegas participantes que cubram as despesas de viagem, alojamento e refeições. “Sabemos que as hipóteses de uma adega italiana descobrir um estúdio de branding da Lituânia são bastante reduzidas. Por isso, quisemos eliminar completamente essa barreira e criar uma oferta que parecesse irresistível”, explica o responsável.
Simão Raposo

