Segundo o estudo, a bebida está associada a momentos de partilha familiar e entre amigos, sendo mencionada de forma positiva a ligação ao território e tradição. A conversa digital durante o período em análise tem pouco discurso de marca, com apenas 6,3 % das publicações a citarem insígnias. A mais referida é a Tarelo, a marca do Pico, que, além da promoção dos seus conteúdos, teve impacto nos media com o enólogo Tiago Macena a tornar-se o primeiro português Master of Wine. Segue-se a Sogrape, mencionada pela imprensa de negócios e pela distribuição, e a Rocim.
A plataforma de monitorização e análise de redes sociais do Elifegroup sublinha ainda que o vinho branco é a categoria mais citada, impulsionada por lançamentos, concursos e sugestões de verão de produtores e restaurantes. Segue-se o vinho tinto, sendo associado a comida de conforto e a espaços de restauração mais tradicionais. Na comunicação de marcas e na imprensa, esta domina através de prémios e fichas técnicas.
No que diz respeito aos hábitos de consumo, as feiras, os festivais e as provas são o momento mais citado na conversa digital, quer pela promoção das agendas de eventos, quer pelo próprio consumidor que encara estes momentos como ocasiões de lazer em família e com amigos. Em segundo lugar nesta análise, surge o enoturismo, com as vindimas e visitas a quintas.
A análise da Buzzmonitor explorou ainda o que se elogia e o que se critica no setor do vinho. No que toca aos pontos positivos, “tradição, território e sustentabilidade” é o argumento mais mencionado. Seguem-se as referências aos “sabores, aromas e frescura” de beber um bom vinho; e, no terceiro posto, a “qualidade reconhecida e os prémios conquistados”.
Já no que concerne aos pontos negativos, a crise relacionada com os excedentes e a pressão sobre os produtores é o tema mais referido. O segundo tópico menos positivo está relacionado com fraudes e processos judiciais de empresas do setor, e, por fim, a menção a vinhos com menos qualidade disponíveis no mercado.
Simão Raposo

