Alberto da Ponte, presidente do Conselho de Administração da RTP, Pedro Norton, CEO da Impresa, e Rolando Oliveira, vice-presidente do Grupo Controlinveste, formaram o painel moderado por Manuel Lopes da Costa, da PwC.
Com abertura da sessão presidida por Pedro Lomba, secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, salientou que é preciso antecipar as inovações tecnológicas e por os media no centro da economia.
Manuel Lopes da Costa, da PwC, lançou o debate com a apresentação do estudo “Global Entertainment and Media Outlook 2014 – 2018”, em que destacou os desafios colocados pela multiplicação de dispositivos móveis e a alteração de comportamentos dos consumidores, que afeta toda a indústria de media, mas também condiciona outros produtos e equipamentos.
Centrados na televisão, Pedro Norton e Alberto da Ponte mostraram-se preocupados com a sustentabilidade dos media, as questões que se colocam ao financiamento de conteúdos, propondo um modelo de publicidade mais equitativo de forma a não comprometer o produto final, que se traduz em maus conteúdos para o consumidor.
Já Rolando Oliveira, à frente da Sport TV, vê nos avanços da tecnologia uma oportunidade para os produtores de conteúdos que têm permitido a descoberta de novas receitas e novas formas de disponibilizar conteúdos. O vice-presidente do grupo Controlinveste destaca as soluções adotadas pelo canal, como a aposta na transmissão em alta definição, os projetos de TV por subscrição e o multiscreen.
Sendo a Sport TV um grande alvo de pirataria, o profissional conhece bem esta realidade e tem tentado combate-la: “Nos últimos dois anos, a Sport TV fechou 650 sites pirata por ação direta”. O problema é que os “piratas” dividem a operação em várias áreas, sendo que, quando se tenta fechar um site, “já outros dois foram criados”, ressalva.
Num mundo cada vez mais móvel e global e, enquanto operadores, os media têm de pensar que é mais aquilo que os une do que o que os separa, disse Alberto da Ponte. O presidente do Conselho de Administração da RTP sugere a promoção de uma indústria criativa nacional de forma a criar valor e qualidade na ficção e conteúdos portugueses. “Num mundo global e fragmentado, para competir temos que criar escala”, salienta Alberto da Ponte.
O Congresso da APDC – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações termina hoje, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

