Punch Magazine, “um murro à preguiça”

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No próximo dia 15 é lançada oficialmente a Punch Magazine que, segundo o site, é “uma revista online de música onde a novidade pauta a informação”. No entanto, à conversa com João Pacheco e Miguel Leite, mentores do projecto, percebemos que vão ainda mais longe: “Queremos ser a Pitchfork portuguesa: um site em quem os leitores podem confiar e onde podem encontrar novas músicas, todos os dias”.

“A ideia surgiu de um blog de música que cresceu ao ponto de ter milhares de visitas diárias”, conta-nos João Pacheco, referindo que na altura publicavam conteúdos em português e em inglês, atraindo um público maioritariamente estrangeiro. Contudo, decidiram focar-se no público português porque consideraram haver uma falha no mercado a esse nível: “se conseguíamos fazer um bom trabalho com um projecto pequeno, por que não aumentar a escala?”, adianta João Pacheco.

Mas, afinal, qual é o core da Punch? “A nossa linha editorial vai desde o Pop ao Alternativo, do Indie ao Electrónico, do Lo-Fi às novas tendências”, refere um dos mentores do projecto.  “A ideia é falarmos de coisas novas, divertidas e diferentes. Costumamos dizer, entre nós, ‘Nem tão comercial, nem tão alternativo’ em jeito de lema”, conclui.

A junção de esforços está também na base deste projecto. “Para criar a revista recorremos ao networking. Numa altura de crise há muita mão-de-obra parada, a querer criar portefólio e gerar mais-valias. Se conhecemos bons designers, bons jornalistas, bons produtores de vídeo e bons gestores, porque não juntar todo este capital humano e criar um projecto sólido e auto-sustentado?”, refere ao Briefing João Pacheco.

Miguel Leite e João Pacheco, mentores do projecto, são formados em Comunicação e em Gestão, respectivamente. Olharam para esta falha no mercado e criam o projecto que pretende ser uma alternativa à informação produzida pela Blitz. Segundo Miguel Leite, “infelizmente, a Blitz faz cada vez mais notícias que não informam um público interessado em música nova de qualidade. Online, fazem artigos voyeuristas e corriqueiros sobre os últimos escândalos das estrelas e acabam por não dar destaque às coisas que fazem sentido aparecer num site de uma revista de música”.

Para o futuro, o investimento passa pelo vídeo e pela expansão para o mercado da produção multimédia na área da música.

“A Punch não é um murro a ninguém. A Punch é um murro à preguiça, à falta de ideias, à falta de inovação. Queremos apresentar novos formatos, mais multimédia, mais conteúdo em português e feito em Portugal”, conclui Miguel Leite.

A festa de lançamento da Punch está marcada para o próximo dia 15, no MusicBox, em Lisboa.

FSB

Fonte: Briefing

Quarta-feira, 07 Setembro 2011 10:26


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