Estamos em 2039 e hoje tudo é diferente daquilo que era há cinco, dez ou 15 anos. E ainda bem que assim é! Hoje somos mais digitais, mais ágeis, mais eficientes e colaborativos. Mas somos também consumidores mais exigentes face àquilo que esperamos das pessoas, das empresas, das marcas… queremos mais rapidez, mais personalização, mais autenticidade e (ainda) mais inovação.
É muito curioso olhar para trás e ver como, há 15 anos, víamos as ferramentas de inteligência artificial generativa a ganharem forma, e a entrar em força no mercado. Hoje é impensável viver sem elas, como há 30 anos era impensável viver sem internet e telemóvel, atualmente são nossas parceiras de trabalho e facilitadores das tarefas do dia a dia. Foi já há quase 20 anos que vimos os “novos” modelos de trabalho a surgir como resultado da pandemia. Tanto nos questionamos sobre o impacto do trabalho remoto na produtividade, do fosso que iria criar entre equipas e de como a distância nos tornaria mais solitários e hoje sabemos que estamos cada vez mais ligados e colaborativos porque temos a possibilidade de trabalhar remotamente. Há quase três décadas vivíamos uma pós-crise económica, com efeitos muito severos na vida das pessoas. A incerteza era uma constante, e hoje reconhecemos a importância da resiliência e da capacidade de adaptação.
A verdade é que em cada um destes momentos, cujo impacto foi marcante nas nossas vidas, quase sempre conseguimos identificar uma marca, uma campanha, um anúncio de televisão, um slogan que marcou e ficou para a história. E esse é o papel do marketing e da publicidade, e deve ser esse o grande objetivo das marcas: aproveitar o momento e criar um impacto que vá muito além do transacional.
No fundo, aquilo que queremos é criar impacto na vida das pessoas, tal como sempre aconteceu. Mas hoje vimos o estreitar da relação entre marcas e consumidores, numa ligação bidirecional. As plataformas de cocriação tornaram-se comuns, permitindo que consumidores participem ativamente no desenvolvimento de produtos e campanhas. As ferramentas de realidade aumentada e realidade virtual, permitem-nos agora criar experiências de marca imersivas que possibilitam a experimentação e exploração de produtos de forma totalmente diferente daquilo que acontecia no passado. O mundo digital é hoje uma extensão do mundo real, onde as relações com consumidores têm que ser integradas e autênticas.
Mas neste mundo em que estamos constantemente ligados e conectados, em que a informação é tanta, e onde a tecnologia continua a transformar a forma como nos relacionamos e como interagimos uns com os outros, às marcas é também exigida autenticidade. O foco na experiência do cliente, o propósito, a personalização e o valor que conseguimos entregar enquanto marca, e que vai muito mais além da venda de um produto, é hoje ainda mais determinante.
Estamos em 2039. O ano em que a inteligência artificial é uma parceira das equipas, o ano em que o trabalho remoto é o principal aliado da produtividade, da felicidade e do bem-estar, o ano em que as plataformas digitais globais possibilitam cada vez mais o trabalho colaborativo. Estamos em 2039 e o marketing evoluiu com as marcas e com as pessoas, os canais de comunicação são diferentes, mas o seu propósito não mudou: criar um impacto positivo nos consumidores. E mesmo quando pensamos ser impossível voltar a inventar a roda, lá surge uma nova campanha que fica para história e marca o momento, porque ainda são as pessoas e a criatividade que fazem a diferença.

