Cerca de três em cada quatro viajantes utilizam o TikTok como motor de busca para planear as suas viagens. Esta é a conclusão do estudo “TikTok Marketing Science EU5 Travel on TikTok 2025”, que revela ainda que o volume de pesquisas relacionadas com turismo aumentou 91 %, enquanto a hashtag #TravelTok cresceu 33 % face ao ano anterior.
De acordo com o relatório, para 41 % dos utilizadores a plataforma é a principal fonte de inspiração de viagens, superando as recomendações de amigos e familiares e os motores de busca tradicionais. Mais de metade pesquisa por conteúdos relacionados com este tema pelo menos uma vez por semana, enquanto que 81 % considera que o planeamento na aplicação é mais divertido e envolvente. Entre as pesquisas de viagens com maior crescimento, estão: o Liechtenstein; o Monte Olimpo, na Grécia; a Costa Brava, em Espanha; e o Lago de St. Andrew, no Reino Unido.
Já uma das tendências mais marcantes é o Destination Dupes, que consiste na procura por opções mais acessíveis e com menos multidões. Nesse sentido, foram impulsionadas as visualizações de vídeos relacionados com Montenegro e a Albânia. Em paralelo, o interesse no Slow Travel e no Soft Adventure continua a aumentar, refletindo a vontade dos viajantes de viver experiências imersivas que combinem o bem-estar com uma exploração acessível ao ar livre. Por fim, o fenómeno do set-jetting, em que os viajantes visitam os locais de filmagens dos seus filmes e séries favoritos, continua a ganhar força. Em Portugal, a procura pela aldeia de Monsanto após as filmagens de “House of the Dragon”, ou os Açores, com a série “Rabo de Peixe”, são exemplos desta popularidade.
O TravelTok tem impacto direto na perceção das pessoas, sendo que 96 % dos utilizadores consideram que os criadores e as marcas de viagens no TikTok são de confiança. Cerca de 70 % dos utilizadores reservaram uma viagem ou uma experiência de viagem graças à rede social, sendo que 54 % fê-lo nos últimos 12 meses. Além disso, 28 % afirmam que fizeram a reserva especificamente por sentirem que os conteúdos eram “autênticos e genuínos”, demarcando-se da publicidade tradicional.
Simão Raposo

