São três mãos cheias de? Guess What

A Guess What comemora 15 anos de um caminho que começou com dois colaboradores e que chegou ao 26, com novos departamentos e uma capacidade de resposta a 360 graus. Quem o explica é o Managing Partner, Jorge Azevedo, que adianta que esperam um crescimento de 12% face a 2022, bem como uma mudança para umas instalações maiores.

São três mãos cheias de? Guess What

Briefing | Como descreve estes 15 anos da Guess What?

Jorge Azevedo | Entusiasmantes e desafiantes. Por um lado, e ao fim de 15 anos, só podemos estar orgulhosos do percurso levado a cabo até aos dias de hoje. A Guess What foi lançada em 2008 com um sentido de missão único: promover estratégias de comunicação e resultados de excelência, tendo por base uma matriz de criatividade percecionada, totalmente focada nos objetivos dos nossos parceiros e clientes. Mudar o mundo para melhor, de projeto de comunicação em projeto de comunicação, está sempre presente no nosso ADN. Sempre focados nas pessoas e talentos, algo que sentíamos não ser prática comum nas agências de comunicação onde tínhamos trabalhado anteriormente.

Passamos, em 15 anos, de dois para 26 colaboradores, lançamos novos departamentos – Comunicação, Design, Digital e Public Affairs –, e somos hoje uma agência premiada com reconhecimento do setor e uma capacidade de resposta robusta a 360 graus. Mais do que seguir “a espuma comunicacional do dia”, procurámos sempre antecipar as novas tendências do mercado, no sentido de desenvolver projetos diferenciadores e catalisadores de mudança.

Quais as características que distinguem a agência no mercado concorrencial?

Em primeiro lugar, a proximidade que procuramos sempre incutir nas relações com os nossos parceiros. Tal permite-nos compreender de forma mais aprofundada o seu negócio, objetivos e públicos-alvo; e acelerar a interação e os resultados, quer de forma interna como externa.

No final do ano passado, reforçamos o nosso posicionamento e a imagem corporativa com um novo conceito: “Human Data, Creative Thinking”. Nesta linha, baseamos o nosso modelo criativo de atuação em análises permanentes, mas sempre com o indivíduo no centro do processo de recolha de dados. Para tal, desenvolvemos um modelo operacional próprio baseado em quatro pilares: Imersão, Interpretação, Ideação e Execução. Com o apoio de um conjunto de ferramentas de recolha e análise de dados, podemos desenvolver estratégias de comunicação mais robustas, baseadas em narrativas mais eficazes e impactantes.

Ao nível internacional, somos os membros portugueses de duas redes: a GlobalHealth Marketing & Communication (GHMC) e a COMbyCOM. Tal permite-nos, através de parceiros locais, ter uma presença eficaz em diferentes países europeus, americanos, africanos e asiáticos.

Têm sido anos desafiantes no mercado da comunicação. O que destaca? 

Digitalização, o aumento do ruído comunicacional e a retenção de talentos. O advento da pandemia e os cerca de dois anos de intensos períodos de teletrabalho serviram de catalisador para a transformação digital, nas áreas do Marketing e da Comunicação. Hoje, é impensável não apoiar as estratégias de assessoria mediática com dinâmicas especialmente pensadas para o mundo digital, com equipas 100% dedicadas aos diferentes canais. Assistimos, assim, a uma multiplicação das fontes de informação com características próprias onde os consumidores vão “beber” e absorver conhecimento. Somos constantemente bombardeados com notificações que levam a uma “overdose”. As marcas e empresas têm de procurar novas soluções comunicacionais para que as suas mensagens não desapareçam no éter informativo.

Outro dos desafios a ter em conta é a retenção de talentos. Atualmente, deparamo-nos com uma geração de profissionais com aspirações e objetivos de carreira diferentes. O work-life balance tem obrigado as empresas de comunicação a apostar numa política de recursos humanos de escuta ativa próxima dos colaboradores – por exemplo, na Guess What desenvolvemos semestralmente um barómetro interno. Se, para uns, um regime híbrido de trabalho é fundamental; para outros, a aposta na formação contínua é o que faz sentido. Cada indivíduo tem necessidades próprias e as empresas, obrigatoriamente, têm de estar preparadas para responder da forma mais adequada.

Quais as perspetivas e ambições para o final deste ano?

Queremos crescer cerca de 12% face a 2022, harmonizar e reforçar o Grupo GW com outras competências, e mudar para novas e maiores instalações em conjunto com a Circle – empresa de publicidade da qual a Guess What detém uma participação de 50%. Face à evolução do mercado, é natural que outros negócios estratégicos possam ser concretizados.

Onde estará a Guess What daqui a outros 15 anos?

Esperamos continuar na senda de crescimento por muitos mais anos e, como tal, estando por aqui, estou certo que seremos uma empresa melhor e maior do que somos hoje. Para mais, e tendo em conta o nosso histórico evolutivo, provavelmente noutro escritório e com uma equipa mais robusta e adequada a esses tempos. Talvez na Lua, até porque apontamos sempre para cima!

Quinta-feira, 29 Junho 2023 11:35


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