Durante muitos anos, a sustentabilidade foi tratada sobretudo como uma dimensão ambiental ou como um conjunto de iniciativas de responsabilidade social. Um tema importante, mas muitas vezes colocado à margem da atividade principal das organizações. Hoje, essa visão revela-se insuficiente e a sustentabilidade pretende criar condições para que pessoas, organizações e comunidades possam prosperar de forma equilibrada ao longo do tempo.
Na Cofidis, esta visão tem vindo a ganhar um lugar cada vez mais estruturante. Falar de sustentabilidade passa também por falar de bem-estar, inclusão, desenvolvimento e da forma como as empresas cuidam das pessoas que fazem parte da sua realidade diária.
Cada vez mais organizações reconhecem que o sucesso a longo prazo depende da capacidade de criar ambientes de trabalho saudáveis e equilibrados. Quando as pessoas têm condições para cuidar da sua saúde física e mental, quando se sentem respeitadas e encontram espaço para crescer, tornam-se também mais resilientes e mais capazes de contribuir para o futuro das organizações.
Para a Head of People, Wellbeing & Sustainability da Cofidis, Sofia Mergulhão Roque, organizações verdadeiramente sustentáveis começam por olhar para dentro. “O equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a saúde mental, a segurança financeira e a qualidade das relações no trabalho são fatores determinantes para a capacidade de qualquer organização crescer de forma consistente”, sublinha.
Sustentabilidade começa dentro das organizações
É neste contexto que surge o programa “CofiWELL”, que estrutura a abordagem da Cofidis ao bem-estar em quatro dimensões: emocional, física, profissional e social. O programa inclui iniciativas como: formação em liderança saudável para managers, ações de autocuidado, acesso a consultas de psicologia gratuitas para colaboradores e agregado familiar, programas de desenvolvimento de carreira e medidas de apoio à parentalidade.
Mais do que um conjunto de incentivos, explica Sofia Mergulhão Roque, “trata-se de uma visão integrada sobre aquilo que significa cuidar das pessoas dentro de uma organização e criar condições para que cada colaborador possa desenvolver o seu potencial num ambiente de confiança e respeito”.
O papel do espaço de trabalho
Também o espaço onde as equipas trabalham reflete esta preocupação com a sustentabilidade. A sede da Cofidis nas Natura Towers, em Lisboa, foi escolhida tendo em conta as suas características ambientais e a forma como o edifício integra soluções pensadas para reduzir o impacto ambiental.
O complexo incorpora sistemas de captação e reaproveitamento de águas pluviais, painéis solares nas fachadas e um jardim vertical com cerca de mil metros quadrados, considerado o maior da cidade. O edifício distingue-se também pelas certificações internacionais de sustentabilidade e eficiência ambiental, nomeadamente LEED e WELL.
Mais do que um edifício eficiente do ponto de vista ambiental, as Natura Towers foram também pensadas como um espaço que contribui para o bem-estar das pessoas. A presença de luz natural, áreas verdes, zonas dedicadas à pausa, ginásio, salas de amamentação e áreas de trabalho como a Silence Room ajudam a criar um ambiente de trabalho mais equilibrado.
Para Sofia Mergulhão Roque, o espaço físico tem também um papel importante na cultura das organizações. “O local onde trabalhamos influencia a forma como nos sentimos, colaboramos e cuidamos uns dos outros”, afirma.
Impacto para lá da empresa
Esta visão de sustentabilidade humana tem também uma dimensão social mais ampla. As empresas não existem isoladas. Fazem parte de um ecossistema de relações que inclui comunidades, parceiros e instituições.
Nesse sentido, a Cofidis tem vindo a desenvolver projetos que contribuem para uma sociedade mais inclusiva e equilibrada. Exemplos disso são as parcerias com o Café Joyeux, que promove a inclusão profissional de pessoas com deficiência intelectual e do desenvolvimento; a Associação CRESCER, que apoia pessoas em situação de vulnerabilidade social; e a Associação Bureau du Coeur, através da qual a empresa disponibiliza apartamentos para acolhimento temporário de pessoas em situação de sem-abrigo ou de grande fragilidade social.
Estas iniciativas têm um impacto que vai além do apoio social e ajudam a reforçar internamente uma cultura de empatia, diversidade e respeito.
Literacia financeira como ferramenta de autonomia
Outro eixo importante desta abordagem é a literacia financeira. A forma como as pessoas compreendem e gerem o seu dinheiro tem impacto direto no seu bem-estar e na sua estabilidade emocional. Nesse sentido, a Cofidis tem vindo a desenvolver e apoiar várias iniciativas que procuram reforçar o conhecimento financeiro junto da sociedade.
Um exemplo é o “Contas Connosco”, projeto de literacia financeira criado pela empresa que disponibiliza conteúdos informativos e pedagógicos sobre gestão de orçamento, poupança e decisões financeiras do dia a dia. A esta iniciativa juntam-se programas dirigidos aos mais jovens, como a Escola das Finanças, e a colaboração com a Junior Achievement Portugal, organização que há mais de duas décadas desenvolve programas educativos nas áreas da literacia financeira, empreendedorismo e preparação para o mercado de trabalho.
Naturalmente, este caminho traz desafios. Um dos principais é garantir coerência. A sustentabilidade não pode existir apenas nos discursos ou nos relatórios. Tem de estar presente nas práticas do dia a dia e nas decisões que as organizações tomam.
Promover uma cultura de bem-estar, inclusão e responsabilidade exige tempo, consistência e envolvimento das equipas. É também por isso que o conceito de sustentabilidade humana ganha cada vez mais relevância.
No final, conclui Sofia Mergulhão Roque, o princípio é simples: “Quando falamos de sustentabilidade, falamos muitas vezes de futuro. Mas o futuro constrói-se nas decisões que tomamos hoje e na forma como colocamos as pessoas no centro das organizações.”
Porque, em última análise, organizações verdadeiramente sustentáveis são aquelas que conseguem crescer sem perder de vista aquilo que realmente importa: o impacto positivo que deixam nas pessoas e nas comunidades que as rodeiam.

