Um Made In… Simplesmente, JAK

É uma marca portuguesa, com certeza. Com quase dez anos de vida e os olhos postos no crescimento internacional. Norteada pela sustentabilidade e pela simplicidade.

Um Made In... Simplesmente, JAK

Tudo começou…

Foi em 2014 que Isabel Henriques da Silva e José Maria Reffóios lançaram a JAK. Já traziam a experiência de outra marca de calçado, a OFFICINA Lisboa, mas o modelo de negócio não os satisfazia. A sua visão orientava-os para um negócio “sustentável em primeiro lugar”, traduzido num produto que cumprisse uma função mais prática e mais atual, sneakers de alta qualidade, sem estações, sem género, sem saldos e vendidos diretamente ao consumidor, a um preço justo. 

Coração e cérebro

E quem são, afinal, Isabel Henriques da Silva e José Maria Reffóios? “A Isabel é o coração da JAK”, respondem. É ela que projeta as coleções, defende a marca e o seu posicionamento “acima de tudo e todos”. O José Maria é o cérebro, é quem “trata de tudo aquilo de que um diretor criativo foge” e que é fundamental para um negócio sair do papel e crescer. Dizem que, juntos, criaram e fazem crescer a JAK. 

Ser simples é ser diferente

O que diferencia os produtos da JAK? Isabel e José não têm dúvidas: a sua aparente simplicidade, o design intemporal e minimalista e uma qualidade de materiais e construção acima da média, com uma relação qualidade-preço imbatível. E acrescentam que, “desde as escolhas dos componentes, passando pelos fornecedores e fábricas onde são produzidos, os JAK inovam na qualidade e na versatilidade”. Voltando ao que designam como “aparente simplicidade”: é aqui que assenta a assinatura da marca – “Defy simple”. Porque, dizem, a extrema atenção ao detalhe obriga-os a revisitar e evoluir os modelos existentes. “Testámos mais de dez fornecedores de peles, em alguns casos, para encontrar o equilíbrio certo. Modelos de aparente simplicidade, ‘escondem’ um minucioso processo de desenvolvimento, testes funcionais e cuidadosa relação com os nossos clientes.” Está explicado.

Royal para sempre

Chama-se Royal e foi o primeiro modelo produzido pela JAK. E continua a ser o bestseller, eleito de um portefólio com 15 modelos e 67 variações, entre cores e materiais. 

Online vs offline

Isabel e José acreditam que quem escolhe a marca é um cliente atento ao detalhe, que aposta no design e na qualidade em detrimento das tendências. “É interessante ver que temos clientes com perfis bastante diferentes; acreditamos que isto se deve, não só aos diferentes mercados onde estamos, mas à intemporalidade e ao design representados em cada par de ténis”, notam.   

E onde compram? Sobretudo, online, com o canal digital a representar 60% da faturação. Mas também nas duas lojas, uma em Lisboa e outra no Porto. E que constituem uma montra da marca, no entendimento de que, sendo um produto físico, composto sobretudo por materiais naturais, muitos clientes carecem do toque e da experimentação para completar a compra.

A médio prazo, isso poderá acontecer noutras geografias. Até porque os mercados externos partilham 95% das vendas do canal online, com as encomendas a chegarem, dominantemente, dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França. E, assim que a marca se afirmar e ganhar mais notoriedade nestes países, o passo seguinte pode ser a abertura de lojas. Está na ambição e na estratégia: “É um processo cuidadoso, complexo e moroso, mas temos vindo a definir essa estratégia nos últimos dois anos e temos um plano concreto para a conseguir implementar, que passa não só pela escolha dos parceiros certos nos mercados alvo, mas também por um profundo conhecimento dos nossos clientes e daquilo que procuram.”

Match perfeito

O caminho que a JAK se propõe trilhar vai ser alavancado pelo investimento seed da Maisons Julien et Kelly Dassault recebido em fevereiro. Vem responder a uma necessidade sentida pelos fundadores da marca portuguesa de alargar a rede de parceiros e de oportunidades no mercado externo. Encontraram aqui pessoas apaixonadas por design, por produtos de alta qualidade e por sustentabilidade: “Houve um imediato alinhar de valores”, contam. Este investimento proporciona, assim, estabilidade financeira, mas também abre janelas para reforçar a equipa e potenciar o desenvolvimento de produto, bem como apostar no marketing e na comunicação.

Fátima de Sousa

Sexta-feira, 20 Outubro 2023 12:47


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