Candidatura portuguesa felicita França, anfitriã da Ryder Cup em 2018

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A Comissão Executiva da Candidatura portuguesa à Ryder Cup felicita França, país escolhido para receber esta prestigiada prova de Golfe em 2018, uma decisão anunciada hoje, em Surrey, no Reino Unido.

“A proposta portuguesa era muito boa mas, efectivamente, o contexto financeiro, económico e político que vivemos é complicado, o que certamente deverá ter estado na base da decisão da Ryder Cup Europe. De qualquer forma, e porque acreditamos que o nosso projecto tem qualidade, reúne todos os requisitos e é claramente vencedor, estaremos atentos a futuras oportunidades”, afirma Miguel Franco de Sousa, secretário-geral da Federação Portuguesa de Golfe (FPG). 

A proposta tinha como principais pontos fortes o percurso de 18 buracos (“Comporta Links”) concebido de raiz e à medida pelo arquitecto norte-americano Tom Fazio, em parceria com a European Golf Design (EGD), e uma forte noção de Legado: para o país, posicionando Portugal no roteiro dos melhores destinos turísticos do mundo, gerando receitas e criando riqueza, e para a modalidade, impulsionando mais jovens a jogar este desporto.

De acordo com as conclusões de um estudo realizado pela consultora internacional Deloitte, e apresentado em Lisboa a Dezembro de 2010, a organização da Ryder Cup em 2018 representava um impacte económico aproximado de 550 milhões de euros, um montante três vezes superior ao do Euro2004, a que acresceria um efeito positivo, prolongado no tempo, de promoção internacional de Portugal enquanto destino turístico de qualidade.

A candidatura portuguesa foi unanimemente elogiada pelas características naturais e técnicas, no estrito cumprimento de todos os requisitos necessários e em total harmonia com o património ambiental. A localização privilegiada, na rota dos principais acessos, o clima ameno e a oferta hoteleira de alta qualidade em desenvolvimento foram outros aspectos sublinhados pelo comité da Ryder Cup Europe (RCE). Na corrida estavam também Espanha, Alemanha e Holanda.

“A Ryder Cup era um acelerador do projecto de desenvolvimento turístico que temos para a região mas, apesar de Portugal não ter sido escolhido, o projecto mantém-se, ainda que talvez se tenha de ajustar temporalmente. Estaremos atentos a futuras oportunidades que se adequem a estratégia da promoção turística de Portugal e da própria Herdade da Comporta”, afirmou Carlos Cortês, administrador da Herdade da Comporta.

Fonte: LPM

Terça-feira, 17 Maio 2011 23:00


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