A 15.ª Conferência da GfK sobre “Electrónica de Consumo, linha branca e pequenos domésticos” que se realizou este mês em Lisboa apresentou os resultados de 2010 e comentadas as tendências para este mercado para 2011.
Os lares portugueses gastaram, em 2010, cerca de 400 euros em electrodomésticos por lar, enquanto Espanha gastou, em média, cerca de 700 euros e a Alemanha, 600 euros. Quanto aos locais de aquisição, os centros comerciais e os retail parks são responsáveis por 46 por cento do total das vendas, sendo que, no segmento da electrónica de consumo, 58 por cento das vendas são efectuadas nestes locais bem como 49 por cento das vendas de pequenos electrodomésticos. Quando falamos de grandes electrodomésticos apenas 29 por cento são adquiridos em centros comerciais e os retail parks.
Em termos de valor, as cadeias de lojas e hipermercados lideram no valor das vendas. No entanto, à medida que atendemos a electrodomésticos mais caros, estes locais perdem terreno para o comércio tradicional. Até aos 132 euros, 80 por cento do valor das vendas, é efectuado em cadeias de lojas e hipermercados e apenas 12 por cento do valor das vendas é feito no mercado tradicional. Mas, quando se trata da aquisição de electrodomésticos com valor acima dos 504 euros, este valor baixa para 58 por cento em cadeia de lojas e hipermercados e 31 por cento no mercado tradicional.
Os resultados apresentados pela GfK permitem concluir que, no total das vendas do mercado dos bens duráveis, a electrónica de consumo tem um valor de vendas de 25 por cento, os grandes electrodomésticos são responsáveis por 20 por cento do valor das vendas e os pequenos electrodomésticos são responsáveis por 11 por cento do valor das vendas, sendo que, 44 por cento das vendas correspondem a outros bens duráveis.
Pequenos electrodomésticos de cuidado pessoal apresentam crescimento
As vendas de pequenos electrodomésticos aumentaram de 2009 para 2010 no mercado da Europa ocidental e Portugal não contraria a tendência, com um aumento de 3 por cento do número de unidades de venda e de 3,4 por cento do valor das vendas.
A venda de pequenos electrodomésticos que mais cresceram em 2010, em relação ao ano anterior, quer em número de vendas (8,7 por cento), quer em valor de vendas (8,9 por cento), foram os de cuidado pessoal (depiladoras, escovas de dente, etc.), os de cozinha venderam mais 4 por cento de unidades e facturaram mais 2 por cento, por fim, os pequenos electrodomésticos de cuidado do lar, que cresceram mais 2,8 por cento em número de vendas e apenas 2,5 por cento em volume de vendas.
Mercado de consumo de electrodomésticos de linha branca
O mercado mundial de linha branca (máquinas de lavar roupa, frigoríficos, combinados, placas, forno, etc.) apresentou um baixo crescimento em 2010 em relação aos valores de 2008. No entanto, a Europa Ocidental mantém-se como a região do mundo com maior peso no consumo de electrodomésticos da linha branca, seguida dos Estados Unidos da América. Portugal foi o país da Europa Ocidental responsável pelo maior crescimento de consumo de electrodomésticos de linha branca.
Aumento das vendas online
O mercado de vendas online na Europa ocidental está em forte expansão e Portugal segue esta tendência. Em 2006, a percentagem do valor das vendas na internet na Europa ocidental era de 6 por cento e, em 2010 registou um aumento para os 14 por cento. Em 2010, a República Checa, a Alemanha, a Grã-Bretanha, e os Países Baixos apresentam percentagens de vendas online, entre os 24 e os 16 por cento. Espanha e Portugal são os países da Europa onde menos se compra online, e mostram ainda uma percentagem de 2 por cento de vendas na internet e 98 por cento de vendas em locais físicos, mas a tendência aponta no sentido do crescimento principalmente nas áreas dos grandes e pequenos domésticos, que registaram um crescimento do volume de mercado online de 42%.
Fonte: LPM

