Há mais EDP (e fado) no NOS Alive

A edição de 2016 do NOS Alive terá sete palcos, mais um do que o ano passado – tudo graças à parceria com a EDP, que resultou na requalificação de uma rua, que terá o nome da empresa, e na criação do EDP Fado Cafe, onde tudo será português, do ambiente à música.

Foram cerca de três anos de conversações entre a EDP e a Everything is New, promotora do festival, e que desembocaram numa solução que serve os interesses de ambas: a elétrica nacional queria reforçar a presença no NOS Alive e a promotora buscava mais uma forma de acrescentar valor ao festival.

Ao Briefing, o diretor da Direção Global de Marca, Marketing e Comunicação do Grupo EDP, Paulo Campos Costa, precisou que foram criadas condições para promover os jovens valores da música portuguesa, nomeadamente os do fado, mas também a cultura. Daí a visita virtual ao Museu da Eletricidade e ao futuro MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia: “Queremos levar o nosso ADN” ao festival.

Paulo Campos Costa não tem dúvida de que esta é uma boa aposta, criando-se na Rua EDP um espaço por excelência para um casamento bem-sucedido entre música e cultura. Aliás, “música é cultura”.

“Se as pessoas vão aderir? Quem percebe de música diz-me que sim. Quando, há dois anos, me falaram de um espaço dedicado à comédia, hoje o Palco Caixa, fui cético e, no entanto, é uma marca do festival”, comenta.

Também Álvaro Covões, o CEO da Everything is New, recorre a este exemplo para ilustrar a aposta no EDP Fado Café: “Quando introduzimos o palco comédia muita gente se questionou se teria sucesso. Provou-se que tem. Está sempre cheio. Só que a comédia não chega aos estrangeiros. É o problema de ser falada em português, uma língua lindíssima mas muito difícil de ser entendida por quem não a conhece. Mas o fado é alma. Sente-se”.

Álvaro Covões enquadra este novo palco na estratégia de introduzir sempre melhorias no festival: “Não podemos aumentar a capacidade, temos de manter o preço dos bilhetes, pelo que a única forma é com parceiros”, comenta ao Briefing.

Neste caso concreto, havia uma rua com 150 metros, ocupada predominantemente por pequenos espaços comerciais, e que “merecia um retratamento”: “Nasceu esta ideia de a requalificar, chamar-lhe Rua EDP, decorá-la como uma rua portuguesa e colocar três grandes espaços ligados à cultura e à EDP”.

Para a Everything is New é importante ter uma programação dedicada ao fado na medida em que o festival recebe público de todo o País, bem como do estrangeiro: “É uma grande mais-valia junto dos nossos visitantes e dos jornalistas estrangeiros, a quem vamos mostrar que fazemos coisas diferentes”, comenta Álvaro Covões, indicando que a edição deste ano bateu o recorde em termos de jornalistas e de público estrangeiros – mais de 25 mil compraram bilhete.

“Como queremos ser diferentes, vamos ser o primeiro festival do mundo a ter uma pista de dança”. É que vai ser possível dançar no EDP Fado Café entre a meia noite e as quatro da manhã, com música ao vivo a cargo de um pianista, um saxofonista e uma cantora”, acrescenta, sublinhando: “Somos muito ciosos do nosso produto. Somos um dos melhores festivais do mundo e a única forma de o sermos é termos conteúdos e consistência”.

fs@briefing.pt 

Terça-feira, 29 Março 2016 17:15


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