Briefing | Porque lançam agora uma nova imagem?
Ester Leotte | Tivemos este ano um grande desafio para a marca, que foi lançá-la virada para o consumidor final. Até hoje, o que fizemos na gestão dos seguros de saúde foi a gestão pós-venda. Quem tratava da imagem dos produtos, do desenho dos produtos sempre foram os nossos clientes institucionais, portanto, todo o pensamento de marca era feito pelos parceiros. No entanto, no final do ano passado fizemos um pensamento estratégico e resolvemos dar aqui uma reviravolta. Dada a nossa experiência, queremos, cada vez mais, especializar-nos em saúde e focar-nos nas necessidades do cliente final para, assim, conseguirmos ir ao encontro daquilo que são as suas necessidades. Somos detidos pela Apolo e foram eles, também, que impulsionaram muito este passo.
Pode-se dizer que este passo é também uma forma de terem mais independência dos parceiros?
Não. O negócio business to business e a interligação com os nossos parceiros continua a ser o nosso core e nós queremos muito trazer os nossos parceiros para esta estratégia. Queríamos oferecer-lhes a possibilidade de terem produtos chave na mão e apoiá-los a conseguirem ter melhores soluções para as pessoas. O que notámos foi que a cadeia de valor estava dividida entre os parceiros, até à venda do produto, e depois nós, muito mais dedicados à gestão. Achámos que seria importante, mesmo para os nossos parceiros, termos uma cadeia de valor pensada do início ao fim. Apoiarmos também no desenho do produto, na análise do mercado, na análise das necessidades do cliente e depois apoiá-los no desenho das campanhas. Todo este apoio de marketing. Daí, tínhamos que criar uma marca que fosse capaz de espelhar tudo isto. E que os parceiros também agarrem essa marca continua a ser o nosso intuito.
Qual o objetivo desta alteração da imagem?
Criar uma imagem que seja mais apelativa para as pessoas, mais forte, que capte mais a atenção e também que seja uma marca que respire saúde e bem-estar. A preocupação era que fosse uma marca versátil, jovem, que funcionasse bem no digital, mas o principal era que a nossa essência estivesse refletida.
O que pretende a AdvanceCare comunicar com a alteração?
O que queremos comunicar é, para já, que acreditamos que a gestão da saúde está cada vez mais nas mãos de cada um de nós e que gostaríamos de estar lado a lado com as pessoas, para as ajudar a terem a vida mais saudável possível. Gostávamos de dar as ferramentas às pessoas para fazerem a melhor gestão possível da sua saúde porque sabemos que, hoje em dia, somos responsáveis pela nossa saúde. Para isso, assentámos o nosso posicionamento num sistema avançado de saúde que apresenta aos clientes soluções tanto na prevenção, como no tratamento e no acompanhamento, quando já não existe possibilidade de viver com a doença. Termos soluções que estejam em todas as fases da vida das pessoas, este é o grande pilar. Outros pilares estratégicos são termos soluções para todos, é importante ter soluções desenhadas a pensar em cada um dos clientes e nas suas necessidades, e estar próximo do cliente, usando a tecnologia como ferramenta de proximidade.
Qual a estratégia de marketing para 2017?
Este ano fizemos esta campanha de lançamento do produto AdvanceCare saúde, com os parceiros Tranquilidade e Açoriana, e vamos continuar a promover este seguro de saúde. A estratégia será trazer para este conceito, este novo posicionamento, os restantes parceiros que temos para conseguirmos alavancar ao máximo.
Como é que promover uma forma de vida saudável se integra na estratégia da marca?
Temos diversos projetos que possivelmente já não serão para este ano, mas para o ano que vem. Gostaríamos de tentar promover, cada vez mais, juntando projetos que já estamos a desenvolver há mais anos, nomeadamente, na literacia da saúde dando ferramentas às pessoas, mas também motivando-as. É isso que gostávamos de conseguir, possivelmente através de gammings. Ainda não sabemos bem como é que vamos conseguir, mas tem de ser algo que cative as pessoas a terem estilos de vida mais saudáveis.
E como vai usar a tecnologia como ferramenta de proximidade?
Essa é a questão. Como vamos conseguir? Sem dúvida que será através da tecnologia porque, hoje em dia, nem faz sentido não se pensar em misturar a tecnologia nos novos serviços. Ainda não descobrimos qual vai ser a fórmula, mas a nossa preocupação é essa mesma, conseguir estarmos próximos do cliente e apoiá-los para terem estilos de vida mais saudáveis.
Esta entrevista pode ser lida na íntegra na edição impressa da Briefing.

