“O nosso desafio acaba por ser cada vez maior. Se quisermos obter vantagem competitiva face à concorrência, temos de acompanhar estas tendências, propormo-nos a novos objetivos e é isso que nos faz crescer, manter vivas marcas com tantos anos de história, mas que continuam atuais e modernas”, sublinha.
Aliar tradição e inovação é, aliás, a missão do grupo português de restauração que conta com 90 anos. E que acolhe no portefólio marcas tão distintas como a Portugália (Cervejaria e Balcão), La Brasserie de L’Entrecôte, Cervejaria Trindade, Cervejaria Ribadouro, Segundo Muelle e La Gamba. Uma diversidade que “permite alcançar os mais diferentes tipos de públicos”.
Uma das marcas que simboliza tradição é a Cervejaria Trindade, existente há 180 anos mas que só em 2007 integrou o grupo. Nessa altura, sofreu uma alteração de identidade, que contemplou uma nova imagem e conceito com o intuito de proporcionar ao cliente uma maior experiência conventual. E isto porque, diz Maria Martins, “uma marca, mesmo que carregada de uma importante herança história, tem sempre que inovar”.
Recém-chegado – foi inaugurado no último trimestre de 2016 – é o Segundo Muelle, vocacionado para a gastronomia peruana. Já há algum tempo – explica a responsável de comunicação – que o grupo Portugália “procurava novos conceitos que surpreendessem o paladar dos portugueses e que pudessem diversificar as marcas do portefólio”. Em 2015, surgiu o convite da Embaixada do Peru para uma Feira de Franchisings no Peru: “As cores vibrantes, as matérias-primas tão típicas e tão distintas das que estamos habituados, bem como a envolvente e a história associada a cada prato, fez com que ficássemos apaixonados por esta cozinha, tão rica e variada.”, evoca Maria Martins. Conhecer Daniel Manrique – fundador e responsável máximo pela marca – a sua paixão pelo mar e pelos ingredientes frescos confirmou a paixão. “Desenvolvemos uma análise estratégica do mercado da restauração em Portugal, bem como do portefólio de marcas que o Grupo Portugália já detinha e sentimos que havia espaço para estes sabores e para um restaurante com alma 100% peruana”, remata.
Mais recente ainda é o La Gamba, novo espaço no food court do CascaiShopping. O camarão é, como o nome indica, o principal ingrediente de uma ementa com oito pratos de um conceito a que está associada uma “forte preocupação ambiental e política de sustentabilidade”. Trata-se, explica a porta-voz, de “uma aposta que vinha já sendo posta em prática noutras marcas do grupo, mas que agora, com o apoio da Green World, foi desenvolvida tendo em vista uma maior eficiência energética, quer pela escolha de lâmpadas leds, como pela utilização de equipamentos de classe energética ajustada e pelo recurso a materiais reciclados”.
Para comunicar estes diferentes conceitos, o grupo privilegia as ferramentas digitais, considerando que são “preciosas” para “crescer no mercado da restauração”. E fá-lo quer nas plataformas próprias, como o Facebook e o Instagram, quer nos websites de pesquisa e avaliação de restauração e afins que são diariamente consultadas pelos consumidores e que “contribuem fortemente para o momento de decisão”.
Entre as ferramentas próprias, Maria Martins destaca a APPortugália, lançada em 2015 e que procura proporcionar aos clientes vantagens únicas, como os descontos diretos em refeições e as ofertas especiais de aniversário. Também no último ano e atendendo ao aumento do fluxo turístico na cidade, o grupo optou por aumentar a comunicação com turistas, público que considera “estratégico” para alguns dos seus conceitos.
E poderá esta afluência de turistas abrir caminho à internacionalização deste grupo português? Maria Martins responde que, para já, a única internacionalização é da marca Portugália, presente em Macau. Quanto às restantes marcas, no caso das cervejarias Trindade e Ribadouro, a internacionalização não está nos planos: “São marcas com bastante história e ligação à localização onde se inserem e que por isso sabemos de antemão que não teriam o mesmo sucesso que a casa mãe”. Já a Portugália Balcão, La Brasserie de L’Entrecôte e La Gamba, apesar de não estar prevista até à data qualquer internacionalização, o grupo não descura essa possibilidade caso encontre alguma oportunidade que consideres vantajosa.

