Segundo o head of content da Warc, David Tiltiman, “2017 parece que vai ser o ano em que muitas marcas vão dar os primeiros passos no que à Inteligência Artificial diz respeito. A aprendizagem programática já está a ser aplicada ao comércio – e já vimos marcas como a Aviva no Reino Unido melhorar a eficiência de media como resultado. A próxima grande tendência parece ser os chatbots, uma vez que os marketeers querem responder aos consumidores com aplicações”.
Assim, entre os possíveis impactos, espera-se que a Inteligência Artificial traga oportunidades imediatas com a análise avançada de dados – esta operação, normalmente feita manualmente, poderá ser realizada mais rapidamente através de AI. Segundo um relatório da agência de Relações Públicas Weber Shandwick, 58% dos CMO globais acreditam que, nos próximos cinco anos, as empresas terão de competir com AI para ter sucesso, e 68% dizem que as suas organizações já estão a utilizar ou a planear negócios na era AI.
A Warc prevê também que os chatbots, programas desenhados para responder automaticamente aos consumidores, venham a ser pontos-chave para as marcas. Estas vão, assim, ter que ser capazes de expressar a sua identidade via chatbot, tendo atenção, por exemplo, à linguagem utlizada.
Como resultado do impacto da AI prevê-se que assistentes virtuais mudarão as estratégias de compra e, em vez de o consumidor gastar tempo a selecionar um produto e a fazer um pedido, este processo vai ser parcialmente automatizado – isto é, as decisões de compra serão cada vez mais feitas por computador e não por consumidores em loja.
Por fim, segundo a Warc, aprendizagem automática está a ser aplicada à negociação automatizada, estando já a ser utilizada na compra de media programática. Assim, por exemplo, pode-se otimizar campanhas com base em novas informações.

