“Sentimos a necessidade e a vontade de celebrar esta ligação emocional que temos vindo a construir nas últimas décadas com os consumidores portugueses”, afirma Pedro Lobato, responsável de marketing da Skip. Por isso, a opção de retratar diferentes situações do dia-a-dia em que crianças, pais e avós se divertem não foi um “mero acaso”. “Este filme acaba por retratar diversas famílias tipicamente portuguesas, sobretudo as gerações mais novas, em que o ponto em comum nas várias cenas é a possibilidade que essas famílias têm de se divertirem numa atividade tão simples e tão comum como fazer um bolo de chocolate ou andar de bicicleta, sem se preocuparem com a sujidade”. E é isto que a marca quer mostrar, capitalizando a filosofia “é bom sujar-se”.
Mais do que saudosista, a campanha dos 50 anos centra-se no presente e no futuro da relação da marca com os consumidores portugueses, tentando reforçar a promessa de continuar ao lado das famílias, sobretudo através da inovação dos produtos. Uma promessa que a marca quis levar para o ponto de venda e que se materializou no lançamento de três edições limitadas, que de certa forma visam também mostrar o agradecimento para com a fidelidade dos portugueses, demonstrada ao longo destes anos. São elas: um balde icónico de Skip Pó com o claim “lava, desencarde e branqueia”, de 1966, uma edição de Skip Líquido Diluído, que remete para os dias de hoje, e outra de Cápsulas Skip, em representação dos anos futuros.
Pedro Lobato acredita que reanimar estas memórias reaproxima a marca dos consumidores. Quando, em 2005, a Skip apresentou a filosofia “é bom sujar-se”, diz Pedro Lobato que se tratou de responder a uma necessidade de aproximação e de criação de laços com as gerações mais novas. E como o target da marca acaba por ser as mães, apostar neste claim trouxe resultados positivos, uma vez que remete para o universo das crianças. “Uma verdade tão absoluta como ‘é bom sujar-se’ foi algo muito bem recebido pelas mães, que acabaram por se identificar muito bem”. Além disso, Skip acredita que as crianças devem ter o máximo de experiências possíveis em total liberdade e sem constrangimento para que se possam desenvolver e crescer de maneira saudável. “Esta é uma aposta que a marca teve há 10 anos e que vai continuar a ter, porque tem trazido bons resultados e acreditamos que é por aqui o caminho que a Skip deve seguir”.
Mas é na aposta em inovação que assenta a estratégia da Skip e é por isso “a idade não pesa numa marca que seja movida” por esta credencial. Uma convicção de Pedro Lobato, que assenta na premissa de que a marca soube responder às necessidades dos portugueses ao longo de várias décadas. Para o justificar dá um exemplo: “Durante a crise percebemos que os portugueses começaram a lavar a roupa a temperaturas mais baixas e em ciclos rápidos, e por isso procurámos uma resposta a esta necessidade, tendo em conta sempre a eficácia”. A solução da marca traduziu-se no lançamento dos detergentes concentrados, em 2008, oferecendo assim uma proposta “mais fácil, mais económica, mais conveniente e mais amiga do ambiente”. Na equação do produto, diz o responsável de marketing, todos os envolventes acabaram por sair beneficiados.
Esta entrevista pode ser lida na íntegra na edição impressa do Briefing.

