A Moodnut tem o customer engagement no ADN

Aceder a informação do público em tempo real e no momento de experiência do consumidor. Esta é a premissa da Moodnut, uma plataforma 100% portuguesa que fornece serviços na área de customer engagement. Um ano após o lançamento, a dupla fundadora, António Vieira (CEO) e Pedro Fernandes (COO), prepara a internacionalização para Espanha e Reino Unido.

Foi em 2014 que nasceu a Moodnut, uma plataforma made in Portugal que oferece serviços na área de customer engagement. A ideia surgiu numa das viagens internacionais de consultoria do cofundador e CEO, António Vieira, onde concluiu que “a comunicação e interação entre as pessoas e as marcas são cada vez maiores, no entanto a experiência de feedback é fraca, habitualmente longa e pouco integrada, o que acaba por ser desencorajador”.

Formado em Engenharia Civil, com um percurso em consultoria e gestão, António Vieira juntou-se a Pedro Fernandes, licenciado em Arquitetura e com histórico em gestão e direção comercial, para criar a Moodnut. Um “canal de interação permanente” entre marca e consumidor e onde a informação é trocada em tempo real e no momento da experiência.

Esta é uma ferramenta que, explica Pedro Fernandes, comunica com dispositivos móveis, como tablets e smartphones, “através dos quais as pessoas podem dar a sua opinião, em tempo real, sobre a experiência que estão a ter”. E, além da recolha de feedback, permite também a comunicação de novos produtos e mensagens institucionais de uma forma mais dirigida.

A Moodnut tem por base uma plataforma web que permite a customização das aplicações e a leitura de resultados, com o objetivo de garantir o acesso em qualquer lugar e a qualquer momento. No campo do mobile, permite a comunicação com dispositivos iOS e Android. Relativamente às métricas utilizadas para medir o feedback dos consumidores, estas são ajustadas ao longo do processo e em função dos resultados obtidos, destacando-se: distribuição do público-alvo por idade ou género, qualidade do atendimento, preço do serviço, recetividade das pessoas a novos produtos, entre outras.

O serviço divide-se em dois tipos: um para clientes autónomos, que podem utilizar a plataforma e decidem sobre os equipamentos e customização; e outro apelidado de “chave na mão”, em que a Moodnut assume a responsabilidade pela implementação, customização e outros aspetos.

Seja qual for a opção escolhida, as marcas e espaços podem usufruir de forma simples e com reduzido investimento de uma plataforma que fornece um volume elevado de dados sem push, ou seja, “sem necessidade de ter promotores no local a estimular a participação do público”.

Além disso, acrescenta António Vieira, as marcas passam a controlar o canal de interação com o cliente, enquanto este transmite opiniões one-to-one com as marcas, em ambiente privado. Deste modo, exclui-se a “tentação de recurso às redes sociais onde as opiniões são muitas vezes distorcidas pelos clientes para aumentar o impacto e a audiência”.

Como estratégia, a Moodnut optou pela centralização da atenção em entidades com grande tráfico de clientes e diversidade de produtos e serviços, em áreas como a saúde, restauração, eventos, museus e outros espaços culturais. A lista de clientes inclui o Museu da Eletricidade/Fundação EDP, o Centro Cultural de Belém, Tiger, Terra Incógnita/BMW Sailing Academy, o Grupo Your, o Choupana Café e duas unidades de saúde. Marcou também presença na edição de 2015 do Green Fest.

Porém, os planos de António e Pedro não se ficam por Portugal. A Moodnut está inscrita na Seedrs, uma empresa de equity crowdfunding luso-britânica, com o objetivo de conseguir financiamento para a expansão do negócio, nomeadamente para o Reino Unido e Espanha.

 

A Moodnut tem o customer engagement no ADN

rs@briefing.pt

Segunda-feira, 29 Fevereiro 2016 12:48


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