O que implica “trabalhar” uma pessoa como se fosse uma marca?
Tal como uma marca, temos que fazer um perfil do atleta, que inclui não só a modalidade que pratica mas também o elemento “pessoa” que o torna único no mercado. Não há um atleta igual ao outro, nem os que praticam a mesma modalidade, nos mesmos circuitos desportivos e muitos são concorrentes diretos. Existe sempre um lado pessoal e único que torna o atleta apetecível para as marcas. Tem que haver uma identificação da marca com o atleta mas o inverso é tão ou mais importante. É essa correspondência que nem sempre é percetível a “olho nu” e que cabe a nós concretizar.
Como surgiu esta proposta com o tenista Frederico Gil?
Parte do nosso trabalho é acompanhar de perto os atletas que connosco trabalham. E digo trabalham connosco porque este trabalho é acima de tudo uma parceria, os atletas necessitam dos nosso know how e nós necessitamos deles para que lhe possamos proporcionar um trabalho que lhe seja gratificante e que tenha os resultados desejados. E quando estamos a trabalhar com atletas de alta competição a fasquia é elevada, são bastante exigentes pois é assim que vivem o seu dia-a-dia, mas também dá-nos mais garra para trabalhar. Com este acompanhamento em provas e no seu dia-a-dia é normal entrarmos em contacto com vários atletas das mais diversas modalidades e rapidamente o nosso trabalho é reconhecido e os atletas facilmente chegam até nós. Uns por curiosidade – já que em Portugal este tipo de serviços é pouco comum – outros por necessidade.
Até quando vai prolongar-se o contrato com o tenista?
Os contratos com qualquer atleta ou equipa são trabalhados época a época. As variantes são muitas e no final das épocas é revisto o acordo e os serviços a trabalhar com o atleta e/ou a equipa.
Quais os planos para tratar a comunicação do tenista?
No caso do Frederico Gil vamos delinear um plano de marketing e imagem, onde a base será angariar patrocínios para o tenista que lhe permitam financeiramente ter condições para continuar a progredir no ranking ATP. Patrocínios esses que serão sempre trabalhados de perto com o tenista de forma a que a relação marca/atleta seja o mais fiel possível e que seja uma relação duradoura, com mais valias para ambas as partes.
Que ações vão ser desenvolvidas para o facto do tenista entrar no Estoril Open?
Ainda nada está fechado, dada a incerteza do calendário. Primeiro está sempre o bem-estar do atleta já que é do mesmo que nascem os bons resultados. As marcas compreendem e sabem que essa é a realidade ao se associarem a um atleta ou a uma modalidade. Mas temos umas surpresas reservadas.
Fonte: Briefing

