Branded contents, uma aposta Canal Q

Branded contents, uma aposta Canal Q

Conteúdos patrocinados por marcas pode ser uma das salvações nas quebras das receitas publicitárias. A propósito do mais recente projecto do canal Q neste campo, o Briefing falou com Nuno Soares, do departamento comercial do canal, para perceber o que é afinal isto de branded contents.

 

“O branded content terá dado os primeiros passos nos anos 60 com as ‘Soap Operas‘, mas é ainda uma forma de comunicação muito imatura no nosso mercado, com um território enorme por explorar e que oferece muitas alternativas de branding e a possibilidade de as marcas se relacionarem com as suas comunidades de uma forma mais próxima e disruptiva”, começa por referir Nuno Soares.

Na visão deste profissional, “as audiências encontram-se fragmentadas e estão cada vez mais imunes às formas tradicionais de publicidade”. Nuno Soares refere que, de acordo com dados do video-on-demand do Canal Q, conseguiram perceber que o consumo de televisão fora da emissão linear é uma tendência crescente, “em horários que melhor se enquadram nos hábitos dos consumidores e que não requerem o consumo do break publicitário tradicional”. Neste sentido, é importante fazer algo para contrariar a tendência.

Considerando que os branded contents conseguem um bom retorno para a marca, este responsável afirma que esta “é uma forma diferenciadora de comunicar que permite à marca estar mais perto do consumidor e retirar valor do facto de estar associada a um conteúdo que, por si só, já agrega um grupo de followers e, muitas vezes, uma cara que irá funcionar como embaixadora da marca”. “É um ponto de partida privilegiado”, sublinha.

Indagado sobre se é perigoso ter conteúdos associados a uma marca e se não acabam por perder um pouco de independência, Nuno Soares começa por adiantar que “o matching é uma questão importante”. “No canal Q, procuramos integrar as marcas junto dos conteúdos e respectivos targets mais afins, estudando o universo de valores das marcas e identificando os pontos de ligação. Depois há a questão do nível de integração. Se pegarmos no exemplo do ‘Q Café’ (integração Delta) ou do ‘TMN Caça ao Cómico’ (integração TMN) podemos observar que há um grande conforto e afinidade e, nesses casos, a perda de independência deixa de ser uma questão”, sublinha ao Briefing.

Actualmente, o Canal Q está a trabalhar com 6 marcas, do sector do Grande Consumo e Distribuição, em possíveis parcerias. Segundo Nuno Soares, “o primeiro objectivo do Canal Q é ser o melhor a fazer integrações deste género em Portugal”. “O facto de criarmos e produzirmos todos os nossos conteúdos in-house e de o grupo Produções Fictícias trabalhar em projectos de comunicação de marcas há mais de 7 anos, permite-nos encarar com optimismo este objectivo”, conclui.

 

Filipe Santa-Bárbara
Fonte: Briefing

Quinta-feira, 15 Dezembro 2011 13:27


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